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Viaturas eléctricas continuam mais competitivas apesar de abastecimento pago

Viaturas eléctricas continuam mais competitivas apesar de abastecimento pago

Lisboa, 29 nov (Lusa) -- A Associação Portuguesa do Veículo Elétrico (APVE) comentou hoje que mesmo com o pagamento nos postos públicos de abastecimento os custos de utilização vão continuar a ser mais competitivos para os utilizadores de viaturas elétricas.

Lusa /

"Ponderando o carregamento em casa e na rede de acesso público, os custos de utilização de um veículo elétrico manter-se-ão competitivos face a um veículo equivalente de motorização convencional", comentou a APVE.

A comparação surge na sequência da previsão do início de pagamento nos postos de carregamento rápido até final do primeiro semestre de 2017 e no carregamento normal até ao fim do próximo ano.

"A gestão da rede, assegurada pela MOBI.E, que garante a interoperabilidade entre operadores e pontos de carregamento, manter-se-á sem custos para os utilizadores durante pelo menos um ano", acrescentou a APVE, que caracteriza como "passo positivo" a transição de uma fase piloto para uma fase de mercado.

A evolução, segundo a associação, é "determinante para que os operadores possam testar e consolidar modelos de serviço e negócio que permitam remunerar o seu investimento e inovar na sua oferta, contribuindo assim para um maior dinamismo do mercado da mobilidade elétrica".

Segundo informação disponibilizada hoje à Lusa pelo Ministério do Ambiente, está a decorrer o concurso público para a instalação da primeira fase de postos de carregamento rápido em meio urbano, que inclui a colocação de 14 postos.

Em junho último, uma resolução do Conselho de Ministros indicava que a rede piloto inclui 1.200 postos de carregamento normal e 50 pontos de carregamento rápido, abrangendo 76 municípios e servindo uma população de 5,9 milhões de habitantes.

A conclusão da primeira fase pressupõe a instalação de 124 pontos de carregamento normal e de cinco dezenas de carregamento rápido, enquanto a segunda fase da rede piloto irá incluir "202 carregadores normais, correspondentes a cerca de 404 pontos de carregamento de potência normal" de acordo com uma diretiva europeia.

A segunda fase decorrerá até ao final de 2018 em todos os municípios não abrangidos na primeira fase.

O projeto de modernização e expansão da rede será financiado pelo Programa Operacional da Sustentabilidade e Eficiência dos Recursos (POSEUR), no âmbito do P2020, e em agosto último, a MOBI.E apresentou a candidatura, prevendo um investimento total de 4.85 milhões de euros, com 85% financiado através do POSEUR.

Segundo o ministério, as linhas gerais das candidaturas estão aprovadas, estando atualmente a decorrer a fase final de apreciação.

A aprovação deverá acontecer até ao final do ano, "iniciando-se as intervenções na rede atual logo de seguida". "Prevê-se a totalidade da execução até final de 2017".

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