Vice-primeiro-ministro de Timor-Leste desafia empresários a investirem
O vice-primeiro-ministro e ministro coordenador dos Assuntos Sociais timorense, Mariano Assanami Sabino, desafiou hoje os empresários timorenses a realizarem investimentos e criticou os membros do Governo que não assumem o papel de verdadeiros servidores do Estado.
"Para os empresários que têm muitos projetos de investimento, não aproveitem o dinheiro para passear, andar de um lado para o outro, construir casas grandes ou comprar apenas carros bons, como se já fossem grandes patrões", disse Assanami Sabino.
Segundo o governante, muitos empresários timorenses continuam demasiado dependentes dos projetos do Governo ou do Estado, o que, salientou, não representa uma classe empresarial verdadeiramente rica.
O vice-primeiro-ministro incentivou a que sejam feitos investimentos em setores estratégicos para que Timor-Leste não dependa de estrangeiros.
"A nossa soberania está nas nossas próprias mãos, com o nosso dinheiro. Temos de investir, temos de criar, temos de ser nós os autores da nossa própria soberania", afirmou Mariano Assanami Sabino.
O também líder do Partido Democrático, na coligação no Governo, pediu também aos seus colegas para apoiarem os investidores.
"Os membros do Governo são servidores das pessoas. Quando chegam grandes investimentos para fazer alguma coisa, devem ir ao terreno, receber e acompanhar. Não podem ficar sentados nos seus gabinetes e dificultar a receção dos investidores. O tempo não espera, não podemos estar ocupados com coisas que não sabemos se têm importância", salientou.
Segundo o vice-primeiro-ministro, ser servidor público significa descer ao terreno, observar, avaliar e apoiar aqueles que fazem bem.
"Ser servidor é isso. Ser eleito pelo povo é para trabalhar. Não é vestir um fato, nem andar apenas com bons carros de um lado para o outro", concluiu.
Mariano Assanami Sabino falava durante a cerimónia de inauguração e lançamento da operação de três barcos de pesca, denominados Kablaki, Paitchau e Maubai.
As embarcações foram compradas pelo Conselho dos Combatentes da Libertação Nacional a partir de um fundo criado pelos veteranos em 2020 para desenvolver o setor das pescas no país.
Com aquele fundo, os veteranos criaram também o Banco do Nosso Futuro (BNF), oficinas para arranjo de viaturas, uma alfaiataria, entre outros investimentos.