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Vodafone diz que decisão da ANACOM de não abrir fibra ótica da MEO prejudica Portugal

Vodafone diz que decisão da ANACOM de não abrir fibra ótica da MEO prejudica Portugal

Lisboa, 23 dez (Lusa) - A Vodafone lamentou hoje que ANACOM se recuse a impor à MEO a abertura a outros operadores do acesso à sua rede de fibra ótica em áreas remotas e rurais, acrescentando que esta decisão tem "um custo para Portugal".

Lusa /

"É lamentável que uma vez mais a ANACOM tome uma não decisão. O lançamento de uma nova consulta pública não é mais do que adiar `sine die` este tema", afirmou o presidente executivo da Vodafone, Mário Vaz, numa resposta escrita enviada à agência Lusa.

A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) anunciou hoje que mantém a sua decisão de não impor à MEO a abertura a outros operadores do acesso à sua rede de fibra ótica em áreas remotas e rurais, discordando assim da recomendação da Comissão Europeia nesse sentido. O regulador decidiu também abrir um processo de consulta pública sobre esta decisão que decorrerá por 20 dias úteis.

"A posição hoje divulgada está totalmente desalinhada com a visão da Comissão Europeia (que por duas vezes expressou a sua opinião sobre este tema), dos pares da ANACOM (BEREC) e dos operadores alternativos", considerou Mário Vaz.

O CEO da Vodafone defendeu também que "a desresponsabilização do regulador tem um custo para Portugal", considerando que "não se pode ter um País a duas velocidades, sobretudo quando tanto se fala na importância da revolução digital para combater assimetrias regionais e promover o desenvolvimento nacional".

"A fatura já está a ser paga pelas populações, penalizadas pela falta de concorrência, traduzida na menor inovação, num pior serviço e ofertas mais caras. A longo prazo os prejuízos para a economia nacional serão irreversíveis", disse.

Mário Vaz lembrou ainda que a Vodafone defende o modelo de coinvestimento nas infraestruturas de redes de nova geração, considerando que "é o que melhor defende os interesses de Portugal e esta é uma oportunidade única de o regulador promover as condições para o reforço deste modelo".

"Os operadores devem concorrer entre si pela inovação e pela qualidade do serviço e não pelo monopólio geográfico nas zonas não competitivas que, pelas condições geográficas e económicas que apresentam, não permitem o investimento individual por parte dos operadores alternativos", considerou.

Nesse sentido, o presidente executivo da Vodafone diz que a empresa vai analisar novamente a posição da ANACOM, bem como os fundamentos que a mesma terá apresentado para se desviar da recomendação da Comissão Europeia e "ignorar as sérias dúvidas" que Bruxelas levantou.

No início de dezembro, a Comissão Europeia recomendou à Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) que imponha à MEO a abertura aos outros operadores do acesso à sua rede de fibra ótica em áreas remotas e rurais, de acordo com recomendação publicada na semana passada.

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