Wall Street fecha em alta graças a semicondutores e com recorde do Dow Jones
A bolsa nova-iorquina terminou hoje em alta, com recorde do Dow Jones, apoiada por uma série de compras de títulos das empresas dos semicondutores a bom preço, em um mercado pouco animado depois de um fim de semana prolongado.
O resultado da sessão indica que o índice tecnológico Nasdaq progrediu 1,12% e o alargado S&P500 ganhou 0,72%. O seletivo Dow Jones Industrial Average, após valorizar 0,29%, fechou pela primeira vez acima dos 53 mil pontos (53.055).
"Uma recuperação acentuada dos valores do setor dos semicondutores está na origem da subida" do Nasdaq e do S&P 500, "com os investidores a regressarem a este grupo relevante, depois da baixa registada na semana passada", apontaram os analistas da Briefing.com.
Aquela recuperação é ilustrada pelas valorizações de AMD (6,61%), Intel (1,54%), Micron (0,96%), Nvidia (0,37%), Western Digital (7,14%) e Texas Instruments (3,56%).
Mas a tendência altista estendeu-se aos outros conglomerados tecnológicos fora dos semicondutores, casos de Alphabet (1,82%), Meta (2,98%), Apple (1,31%) ou Amazon (0,61%).
"A atualidade está relativamente calma, o que deixa pensar que estas subidas são devidas aos investidores que aproveitam esta retração recente para fazer compras, mais do que a um catalisador específico", consideraram os analistas da Briefing.com.
Para Jose Torres, da Interactive Brokers, "o mercado também beneficiou do lançamento oficial das `contas Trump`", contas de investimento creditadas pelo Estado com mil dólares, que serão disponibilizadas a cada criança norte-americana cujos pais a peçam, para lhe dar um capital para o início de vida.
Em termos de indicadores macroeconómicos, a semana anuncia-se pobre.
Não obstante, os investidores vão escrutinar a minuta da última reunião do comité monetário da Reserva Federal, a primeira sob a presidência de Kevin Warsh, cuja publicação é esperada para quarta-feira.
Na ocasião, o banco central admitiu que um endurecimento da política monetária poderia ocorrer até ao final do ano, perante a aceleração da inflação devida à guerra ao Irão.
"Os investidores vão escrutinar atentamente as minutas, para determinar quando é que a primeira subida da taxa (de juro de referência) pode ocorrer", disse Peter Cardillo, analista da Spartan Capital Securities, em declarações à AFP.
Por outro lado, "os investidores esperam agora a época dos resultados, que começa na semana seguinte", acrescentou.
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