Gouveia e Melo define-se como um social-democrata à antiga que recusa o neoliberalismo
O candidato presidencial Gouveia e Melo defendeu hoje um novo contrato social para Portugal de inspiração social-democrata, num discurso em que criticou o individualismo neoliberal, mas não qualquer um dos seus adversários na corrida a Belém.
Esta definição ideológica do ex-chefe do Estado-Maior da Armada foi por si feita no discurso que proferiu no jantar comício da sua candidatura, na freguesia de Terrugem, em Sintra.
"Não vou falar dos meus adversários, vou falar do meu sonho de Portugal, o meu sonho de um país com um novo contrato social, em que as empresas são de alta produtividade e não precisam de explorar trabalhadores, precarizar o trabalho e pagam bons salários", declarou logo no início da sua intervenção.
Do ponto de vista ideológico, Gouveia e Melo afirmou acreditar "na social-democracia antiga, a que foi praticada no norte da Europa, que desenvolveu uma economia competitiva, altamente tecnológica, mas também um povo com elevada coesão social em que ninguém fica para trás".
A seguir, neste contexto, invocou a sua experiência "como ex-comandante de submarinos" para rejeitar a doutrina neoliberal.
"Era incapaz de conceber partir para um destino qualquer, deixando metade, ou um quarto, ou 10% da minha tripulação. No caso de Marinha de Guerra, chama-se guarnição", afirmou, antes de concluir:
"Não sou um neoliberal, mas sou um liberal da economia, mas numa economia que ajude a população, porque no fim, bem no fim, a economia somos todos nós, as pessoas. E são as pessoas que fazem a economia", sustentou.