Objetivo do PSD deve ser afastar BE e PCP da esfera do governo

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Objetivo do PSD deve ser afastar BE e PCP da esfera do governo

Foto: Antena 1

Rui Rio quer acabar com a actual solução governativa. O objetivo nas eleições legislativas, diz o presidente do PSD, deve ser afastar BE e PCP da esfera do poder.


Independentemente do resultado das eleições legislativas, o PSD deve ter como objetivo afastar Bloco de Esquerda e PCP da esfera do poder, para que se possam fazer as reformas estruturais de que o país necessita. A ideia é de Rui Rio. 

Numa entrevista, esta manhã, à Antena 1, o presidente do PSD acusou BE e Partido Comunista de puxarem pela parte mais negativa do PS no que respeita à distribuição dos gastos. Antigamente, diz Rui Rio, distribuíam o que tinham e o que não tinham. Agora distribuem apenas o que têm, mas distribuem tudo. 

Só em casos extraordinários, Rui Rio admite um bloco central. Neste momento, o país não está numa situação de caos, por isso, diz, não é objectivo do PSD ser governo com o PS. 

Na corrida às eleições europeias, o presidente do Partido Social Democrata admite que perder um eurodeputado seria um mau resultado para o partido. Rui Rio sublinha que um resultado positivo passa por melhorar os 26,7% dos votos, obtidos nas eleições de 2014. 

O presidente social-democrata voltou a declarar encerrada a polémica em torno de Mota Amaral e da presença do PSD Açores na lista às eleições de Maio.
O arquipélago não vale mais do que 12 mil votos, diz. "Não é uma fortuna". Rui Rio diz não perceber a animosidade dos Açores, mas também refere que isso vai passar. 

O presidente social-democrata contesta ainda as acusações de António Costa de que a lista do PSD simboliza o passado. Rio lembra que a número dois da lista é uma jovem de 30 anos, Lídia Pereira, e que este é um sinal de renovação. Rui Rio considera que Pedro Marques foi uma má escolha do PS e que a lista do Partido Socialista é um "depósito" de ex-ministros e um conjunto de desempregados políticos. 

Sobre os professores, além de admitir que é necessário devolver o tempo de serviço aos docentes ao longo dos próximos anos, Rui Rio propõe uma solução mista: um misto de dinheiro no eixo do tempo e a antecipação do tempo de reforma para os professores. Algo que, diz, pode não custar dinheiro, porque com a diminuição do número de crianças, nem todos os professores que se reformam têm necessariamente de ser substituídos. 

Quanto aos passes sociais, o presidente do PSD contesta a medida e o "timing". Rui Rio diz que é uma medida eleitoralista e uma medida desigual já que é especialmente dirigida à Área Metropolitana de Lisboa, onde há mais votos. 

"Isto não é justo para Portugal", afirmou.

Pode ver e ouvir a entrevista na íntegra aqui: 

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