400 milhões de barris das reservas estratégicas de petróleo vão ser desbloqueados "imediatamente"

400 milhões de barris das reservas estratégicas de petróleo vão ser desbloqueados "imediatamente"

RTP /

A Agência Internacional de Energia anunciou que vai desbloquear o petróleo das reservas de emergência, e disponibiliza-los nos mercados globais em breve.

Os stocks dos países da Ásia e Oceânia estarão disponíveis de imediato e os stocks da Europa e das Américas estarão disponíveis no final de março.

Os países membros comprometeram-se a disponibilizar 411,9 milhões de barris, informou ainda a agência em comunicado no domingo.

Os governos comprometeram-se a disponibilizar 271,7 milhões de barris de petróleo de stocks governamentais, 116,6 milhões de barris de stocks obrigatórios da indústria e 23,6 milhões de barris de outras fontes, segundo o comunicado.

Acrescentou ainda que 72% das libertações planeadas são sob a forma de petróleo bruto e 28% são derivados de petróleo.

Atualmente, os países com a AIE têm reservas governamentais de 271,7 milhões de barris, reservas industriais obrigatórias de 116,6 milhões de barris e reservas de outras fontes existentes de 23,6 milhões de barris, cujas datas atuais são 15 de março e foram publicadas pela agência em comunicado.

Segundo os dados, e por regiões, os países da América têm 172,2 milhões de barris de reservas públicas e 23,6 milhões adicionais de outras fontes, com uma composição total de petróleo bruto.

Na Ásia e Oceânia, os volumes ascendem a 66,8 milhões de barris de reservas governamentais e 41,8 milhões de reservas da indústria, com uma quota de 60% de crude e 40% de produtos petrolíferos.

Na Europa, os países-membros da AIE libertam 32,7 milhões de barris de reservas públicas e 74,8 milhões de reservas obrigatórias neste setor industrial, compostos por 32% de crude e 68% de produtos refinados.

A AIE indica que se trata da sexta ação conjunta de emergência adotada pelos membros, desde a criação do organismo em 1974, depois de intervenções semelhantes em 1991, 2005, 2011 e em duas ocasiões em 2022.

A organização alerta ainda que a guerra no Médio Oriente está a provocar a maior interrupção da história no fornecimento do mercado petrolífero mundial.

Embora a libertação coordenada de reservas constitua o maior mecanismo de emergência utilizado até agora, e tenha trazido um importante contributo para o mercado, a AIE enfatizou que a retoma do trânsito normal dos navios através do estrito de Ormuz será o fator decisivo para restabelecer os fluxos estáveis de crude.

c/Lusa
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