Especiais
António Guterres. Ataques do grupo islamita Hamas "não aconteceram do nada"
Perante o Conselho de Segurança da ONU, o secretário-geral das Nações Unidas manifestou a sua "profunda preocupação com as claras violações da lei humanitária internacional a que estamos a assistir em Gaza".
"Num momento crucial como este, é vital ser claro nos prinípios - a começar com o princípio fundamental de respeitar e de proteger os civis", afirmou António Guterres aos 15 membros do Conselho, insistindo na necessidade de "um cessar-fogo humanitário imediato" em Gaza.
"Para diminuir este imenso sofrimento, facilitar a distribuição da ajuda de forma mais segura, e facilitar a libertação dos reféns, repito o meu apelo a um cessar-fogo humanitário imediato", apelou.
O líder da ONU lembrou ainda que pelo menos 35 funcionários das Nações Unidas perderam já a vida desde dia 7 de outubro, em Gaza, referindo-se às vítimas da Agência para os Refugiados da Palestina.
A organização reviu segunda-feira à noite um primeiro balanço de domingo que dava conta de 29 mortos. A maioria das vítimas, revelou, "eram professores".
Foi a primeira vez que António Guterres mencionou as vítimas registadas entre as agências da ONU em Gaza.
António Guterres acrescentou que o cenário está a ficar pior a cada momento e que as divisões estão a fragmentar sociedades, além das tensões ameaçarem "transbordar" para a restante região.
Guterres condenou inequivocamente os "atos de terror" e "sem precedentes" de 07 de outubro perpetrados pelo Hamas em Israel, salientando que "nada pode justificar o assassinato, o ataque e o rapto deliberados de civis".
Contudo, o secretário-geral da ONU admitiu ser "importante reconhecer" que os ataques do grupo islamita Hamas "não aconteceram do nada", frisando que o povo palestiniano "foi sujeito a 56 anos de ocupação sufocante".
"Viram as suas terras serem continuamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência; a sua economia foi sufocada; as suas pessoas foram deslocadas e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer", prosseguiu Guterres.
O líder da ONU sublinhou, porém, que "as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas", frisando ainda que "esses ataques terríveis não podem justificar a punição coletiva do povo palestiniano".
com Lusa
Guterres condenou inequivocamente os "atos de terror" e "sem precedentes" de 07 de outubro perpetrados pelo Hamas em Israel, salientando que "nada pode justificar o assassinato, o ataque e o rapto deliberados de civis".
Contudo, o secretário-geral da ONU admitiu ser "importante reconhecer" que os ataques do grupo islamita Hamas "não aconteceram do nada", frisando que o povo palestiniano "foi sujeito a 56 anos de ocupação sufocante".
"Viram as suas terras serem continuamente devoradas por colonatos e assoladas pela violência; a sua economia foi sufocada; as suas pessoas foram deslocadas e as suas casas demolidas. As suas esperanças de uma solução política para a sua situação têm vindo a desaparecer", prosseguiu Guterres.
O líder da ONU sublinhou, porém, que "as queixas do povo palestiniano não podem justificar os terríveis ataques do Hamas", frisando ainda que "esses ataques terríveis não podem justificar a punição coletiva do povo palestiniano".
com Lusa