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António José Seguro discursa pela primeira vez no 10 de Junho
É o primeiro 10 de Junho da presidência de Seguro.
"Quando penso no mar, o mar regressa a certa forma que só teve em mim, que onde acaba o coração começa", começou o citar Vitorino Nemésio, poeta que nasceu na Ilha Terceira.
E continuou, lembrando que foi "diante do Atlântico que aprendemos a olhar mais longe, enquanto outros viam o fim da terra, os portugueses viram o início de um caminho". Visão que Seguro admite que "moldou a nossa alma coletiva".
"O mar ensinou-nos a partir, mas também a regressar. Ensinou-nos o valor da saudade - essa palavra tão nossa, que carrega distância e afeto ao mesmo tempo".
E continuou, lembrando que foi "diante do Atlântico que aprendemos a olhar mais longe, enquanto outros viam o fim da terra, os portugueses viram o início de um caminho". Visão que Seguro admite que "moldou a nossa alma coletiva".
"O mar ensinou-nos a partir, mas também a regressar. Ensinou-nos o valor da saudade - essa palavra tão nossa, que carrega distância e afeto ao mesmo tempo".
Falar de mar, sublinhou, "é falar da identidade portuguesa". Foi também por esse motivo que escolhe estar em Angra do Heroísmo, "no coração do Atlântico, para celebrar o Dia de Portugal".
"Os Açores assumem um lugar singular na nossa identidade, na nossa história, no nosso futuro", continuou, acrescentanto que os Açores nos situam "num ponto estratégico entre a Europa e o continente americano, entre o Atlântico norte e as grandes rotas marítimas e aéreas que estruturam a ordem global".
Por estas razões, o chefe de Estado frisou que "é um lugar que nos obriga a assumir especiais responsabilidades, no quadro da afirmação plena da nossa soberania, dos nossos interesses e do nosso futuro estratégico".
Além de considerar importante o respeito mútuo entre países e organizações, Seguro reafirmou ainda que "a autonomia estratégica europeia como prioridade não é contraditória com a defesa transatlântica - é o seu complemento natural".
"Os Açores assumem um lugar singular na nossa identidade, na nossa história, no nosso futuro", continuou, acrescentanto que os Açores nos situam "num ponto estratégico entre a Europa e o continente americano, entre o Atlântico norte e as grandes rotas marítimas e aéreas que estruturam a ordem global".
Por estas razões, o chefe de Estado frisou que "é um lugar que nos obriga a assumir especiais responsabilidades, no quadro da afirmação plena da nossa soberania, dos nossos interesses e do nosso futuro estratégico".
Além de considerar importante o respeito mútuo entre países e organizações, Seguro reafirmou ainda que "a autonomia estratégica europeia como prioridade não é contraditória com a defesa transatlântica - é o seu complemento natural".