Ao lado do presidente francês, o primeiro-ministro israelita comparou as crianças afetadas pela ofensiva do Hamas a Anne Frank

Ao lado do presidente francês, o primeiro-ministro israelita comparou as crianças afetadas pela ofensiva do Hamas a Anne Frank

RTP /

"Crianças israelitas esconderam-se do Hamas como Anne Frank", afirmou Benjamin Netanyahu, para acrescentar que os militantes do Hamas "são os novos nazis", que "ameaçam também a Europa".O governante do Estado hebraico considerou ainda equiparável o ataque do Hamas ao morticínio de quase 34 mil judeus na ravina de Babyn Yar, em Kiev, em 1941.


"Este foi o pior ataque terrorista que o mundo viu desde o 11 de Setembro e, para Israel, foi como 20 onzes de setembro", insistiu Netanyahu, que retomou também a fórmula de "uma guerra entre a barbárie e a civilização".

Ainda segundo Netanyahu, tal como os aliados apoiaram a resistência francesa contra a Alemanha nazi, na II Guerra Mundial, "hoje o mundo está unido ao lado de Israel".

"A barbárie do Hamas ameaça a Europa e ameaça o mundo. O Hamas é o caso de teste do mundo contra a barbárie. O povo de Israel recusa-se a ter o ISIS num enclave de terror na sua fronteira. Isto não é um enclave a milhares de quilómetros da Europa. É o ISIS nos subúrbios de Paris", carregou.

"O Hamas é responsável por baixas civis. O povo de Gaza não voltará a viver sob a tirania do Hamas", clamaria, para agradecer, adiante, a Emmanuel Macron "o apoio contínuo nesta batalha pelo futuro comum". O primeiro-ministro israelita retomou também uma expressão dos anos da Presidência de George W. Bush, nos Estados Unidos, ao juntar num dito "eixo do mal" o Hamas, o Hezbollah, o Irão e os Houthis iemenitas.
Por sua vez, o presidente francês propôs que a coligação internacional atualmente destacada no Iraque e na Síria para enfrentar o autodenominado Estado Islâmico "possa também lutar contra o Hamas".

Emmanuel Macron deixou um apelo ao Hezbollah xiita libanês, ao regime iraniano e aos Houthis do Iémen para que "não assumam o risco imponderado de abrir novas frentes", exprimindo o receio de "uma conflagração regional em que todos sairiam a perder".

Macron reafirmou ainda, após o encontro bilateral com o primeiro-ministro israelita, "a solidariedade" e "a emoção" de França, assinalando que, com 30 mortos de nacionalidade francesa, a ofensiva do movimento radical palesiniano é "uma página negra da própria história" do país europeu.
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