As reações ao chumbo pelo TC de normas na Lei da morte medicamente assistida

RTP /

Em reação ao chumbo pelo Tribunal Constitucional, de algumas normas constantes da lei da morte medicamente assistida, Rui Tavares sublinha o respeito pelo estado de direito "em todas as suas dimensões".

"É necessário meditar" sobre a decisão do TC, afirmou, lembrando que "está aí uma nova legislatura". "Para nós, a questão de uma vida digna e da possibilidade de escolha de uma pessoa acerca da forma de terminar a sua vida, é absolutamente essencial", lembrou, prometendo "continuar a trabalhar sobre este assunto".

Inês Sousa Real lembra o "profundo sofrimento em doença irreversível" que afeta muitos portugueses lamentando o atraso da adoção de leis que regulem a eutanásia. A líder do PAN reflete ainda na "desigualdade económica entre cidadãos que podem ir ao estrangeiro" decidir sobre como terminar a sua vida e aqueles que não têm acesso a tais recursos.

"Estamos aqui a entrar na liberdade individual", sublinhou Inês Sousa Real, lamentando o desfecho de "anos de trabalho parlamentar" e sublinhando a importância de "numa próxima legislatura termos forças como a do PAN", para "garantir este direito fundamental".
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