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Estados Unidos e Israel bombardeiam Irão num "ataque preventivo"

Ataque pode ter impacto na oferta de petróleo e fazer subir os preços

Ataque pode ter impacto na oferta de petróleo e fazer subir os preços

RTP /

Os efeitos dos ataques e contra-ataques lançados hoje podem ter um efeito direto na produção e distribuição de crude, levando a uma subida dos preços.

Não só o Irão tem uma produção significativa de petróleo como também controla o estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude do tráfego marítimo de petróleo.

Pode desencadear também uma retaliação iraniana contra os campos petrolíferos dos países aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico.

Em 2024, aproximadamente 20 milhões de barris de crude passaram diariamente pelo Estreito de Ormuz (cerca de um quinto do comércio mundial de gás natural liquefeito também passou pelo Estreito).

Esta estreita passagem entre o Golfo Pérsico e o Mar Arábico é também utilizada pela Arábia Saudita, o principal produtor da OPEP e atualmente o segundo maior produtor mundial, a seguir aos Estados Unidos.

É também a rota de exportação de crude de outros três membros da OPEP: Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.

No total, estes cinco países (Arábia Saudita, Estados Unidos, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait) produziram cerca de 23 milhões de barris por dia em janeiro, 22% do petróleo que o mundo necessita atualmente, segundo os cálculos mais recentes da OPEP.

No ano passado, após os primeiros ataques de Israel e dos Estados Unidos, o Parlamento iraniano já tinha pedido o encerramento do estreito.

Um encerramento que poderá ter repercussões graves para a economia global, sendo a China um dos países mais afectados já que mais de 80% do petróleo e gás que transitam pelo Estreito de Ormuz destina-se aos mercados asiáticos, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).

Analistas estimam que a China compra quase 90% das exportações de crude iraniano, o que significa que Pequim satisfaz aí até 10% da sua procura.

Apenas a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos possuem redes de oleodutos --- capazes de transportar um máximo de 2,6 milhões de barris por dia --- que lhes permitem contornar o Estreito de Ormuz, de acordo com a AIE.

c/Lusa
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