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Bahrein deteve três suspeitos membros de célula terrorista ligada ao Hezbollah
O Ministério do Interior do Bahrein anunciou hoje que as autoridades detiveram três pessoas acusadas de pertencerem a uma célula terrorista afiliada no grupo xiita pró-iraniano Hezbollah.
As detenções ocorreram quando a ofensiva no Irão coordenada entre os Estados Unidos e Israel completou, no sábado, um mês.
Segundo a mesma fonte, os detidos "coordenaram ações com elementos terroristas no estrangeiro para minar a soberania do Estado, instigar o medo e o terror entre cidadãos e residentes e colocar em risco a segurança nacional do Reino".
As investigações revelaram que, durante a sua estadia no Líbano, os três homens se encontraram com membros do Hezbollah e receberam treino de armamento.
Enviaram também fotografias e informações sobre as repercussões de ataques iranianos no Bahrein e angariaram fundos sob o pretexto de trabalho de beneficência, que foram posteriormente transferidos para financiar as atividades da organização libanesa, considerada terrorista pela União Europeia e por diversos países.
"Estas ações fizeram parte da preparação para a execução de planos e atos terroristas" no país, "dirigidos por líderes da organização", declarou o Ministério do Interior.
Os detidos foram entregues ao Ministério Público para os devidos procedimentos legais, adiantou.
O Hezbollah é considerado uma organização terrorista pelo Bahrein desde 2016, quando o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), do qual o país é membro, o designou como tal.
Financiado e armado pelo Irão, o Hezbollah integra o chamado "eixo da resistência", um conjunto de grupos extremistas, que incluem o Hamas (Faixa de Gaza) e Huthis (Iémen), que articulam com Teerão os seus ataques, contra Israel e interesses norte-americanos na região.