Especiais
Blinken pede ajuda internacional para libertar reféns do Hamas "incondicionalmente"
O secretário de Estado dos Estados Unidos da América, revelou que morreram 33 norte-americanos em resultado dos ataques do Hamas no início de outubro, contra Israel e implorou à comunidade internacional para expressar o seu ultraje com o sucedido e usar a sua influência para garantir a libertação dos reféns raptados pelo grupos palestiniano.
"Imploro a todos os membros aqui presentes para usarem a sua voz, usarem a sua influência, usar o que podem para garntir a sua libertação imediata e incondiocional".
O Hamas libertou até agora quatro reféns do sexo feminino, duas israelitas e outras duas israelo-americanas e continua a deter mais de 220 pessoas.
"Nenhum de nós pode imaginar o pesadelo que eles estão a viver", afirmou Blinken. "É algo que nenhuma família devia ter de passar", acrescentou perante vários familiares de reféns que assistiam à reunião na ONU em Nova Iorque.
Antony Blinken pediu igualmente apoio para evitar que o Irão e os seus "procuradores" (que incluem a milícia libanesa Hezbollah e o grupo xiita Houthi no Iémen, além do Hamas na Faixa de Gaza) alastrem o conflito em curso.
O chefe da diplomacia norte-americana sublinhou ainda a necessidade de retirar civis das zonas de perigo em Gaza, acrescentando que "pausas humanitárias têm de ser consideradas com este objetivo".
"Israel deve tomar todas as precauções civis para evitar vitimar civis. Isso quer dizer que alimentos, água e outros sistemas humanitários essenciais têm de ser capazes de entrar em Gaza e chegar às pessoas que deles necessitam", sublinhou Blinken.
O secretário de Estado dos EUA voltou a repetir o compromisso norte-americano para com a solução de dois Estados, apelando a redobrar os "nossos esforços colectivos para construir uma solução política duradoura ao conflito entre israelitas e palestinianos, o único caminho para a paz e a segurança na região".
"A única forma de quebrar este horrível ciclo de violência é através de dois Estados e dois povos", defendeu.