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Brent sobe mais de 3% e ultrapassa os 111 dólares por barril

Brent sobe mais de 3% e ultrapassa os 111 dólares por barril

RTP /

O barril de Brent, para entrega em maio, inverteu a tendência de queda de abertura e está a subir mais de 3%, ultrapassando os 111 dólares, devido à falta de progressos nas negociações para alcançar a paz no Médio Oriente.

Pelas 17:00 de Lisboa, após o fecho dos mercados europeus, o preço do barril de Brent, que serve de referência para as importações europeias, subia 3,42% para 111,70 dólares, segundo os dados recolhidos pela agência EFE.

Por sua vez, o WTI, a negociar em Nova Iorque, avançava 4,63%, para os 98,85 dólares por barril.

Os preços do petróleo nos mercados internacionais voltaram a subir devido à falta de progressos nas negociações entre os Estados Unidos e o Irão para um cessar-fogo no Médio Oriente, apesar de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter prolongado as tréguas com a nação persa até segunda-feira, 06 de abril.

No sábado assinala-se um mês desde o início do conflito, período em que o barril de Brent subiu mais de 54%, atingindo um pico de 119,50 dólares por barril.

Em declarações à EFE, Manuel Pinto, analista da XTB, assinalou que "esta subida mensal recorde reforça os receios de que a guerra se prolongue mais do que o previsto".

Além disso, o especialista alertou que este fim de semana "poderá ser crucial", dado que Teerão acredita ser provável que os EUA tentem tomar o controlo da Ilha de Kharg, no Golfo Pérsico, de onde o Irão exporta a maior parte do seu petróleo.

O Presidente dos EUA afirmou que, "a pedido do Governo iraniano", prolongou o prazo dado ao Irão por mais dez dias para reabrir o Estreito de Ormuz, sob pena de destruir as suas centrais nucleares.

"As negociações continuam e, apesar das declarações erradas divulgadas por alguns meios de comunicação que propagam notícias falsas, estão a progredir muito bem", acrescentou Trump.

Na semana passada, o Presidente norte-americano fez um ultimato ao Irão para que reabrisse completamente o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, sob ameaça de destruir as suas centrais nucleares.

O prazo inicial era segunda-feira, mas prolongou-o até hoje, argumentando que ambos os países tinham começado a negociar o fim do conflito.

A administração dos EUA, através da mediação paquistanesa, enviou às autoridades iranianas um plano de 15 pontos para pôr fim à guerra, mas foi rejeitado por Teerão.

Apesar das negociações, e segundo alguns meios de comunicação social, o Pentágono está a preparar várias opções para uma intervenção militar no Irão, enquanto prosseguem os ataques entre os EUA, Israel e Irão.

Lusa
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