CGTP. O que a ministra apresentou "é um verdadeiro retrocesso na vida dos trabalhadores"

CGTP. O que a ministra apresentou "é um verdadeiro retrocesso na vida dos trabalhadores"

RTP /

Reagindo à aprovação da reforma laboral pelo Conselho de Ministros, Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP afirmou à RTP que "os argumentos" invocados pelo governo e nos quais assenta a "sua retórica", "não passam de pretextos". 
"A realidade não corresponde à ação concreta", disse, acrescentando que muito do que é proposto sobre a valorização dos salários "não é nada de novo" e depois não se concretiza junto dos trabalhadores que "vão perdendo direitos".

"Aquilo que a ministra apresentou agora, é um verdadeiro retrocesso na vida dos trabalhadores", considerou Tiago Oliveira, lembrando que o documento regressa ao ante-projeto de 2025, "combatido nestes nove meses pelos trabalhadores".

Oliveira acusou o governo de se ter recusado a "discutir as propostas da CGTP", implementando em vez disso "reuniões paralelas à Concertação Social".

Quem se "escondeu atrás de uma porta em reuniões paralelas foi o governo, com aqueles que decidiu discutir este pacote laboral", acusou ainda.

Instado a dizer se vai ler a proposta que o executivo vai levar ao parlamento, o sindicalista acabou por dizer que "olharemos para tudo aquilo que for colocado".

"Neste ponto de situação iremos responsabilizar os partidos com assento na Assembleia da República, pelo seu posicionamento relativamente ao pacote laboral", ressalvou.

"Será a luta dos trabalhadores que irá determinar o fim deste pacote laboral", afirmou ainda.

A Intersindical marcou um dia de greve para 3 de junho e Tiago Oliveira apelou à participação dos trabalhadores contra a reforma.
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