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Chefe do Estado-Maior francês lamenta que Estados Unidos sejam "cada vez menos previsíveis"
O general Fabien Mandon, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas francesas, veio lamentar que os Estados Unidos estejam "a tornar-se cada vez menos previsíveis" e não tenham informado os aliados da decisão de desencadear uma guerra contra o Irão.
"A relação continua muito forte, mas infelizmente, após uma retirada do Afeganistão sem qualquer consulta, eles simplesmente decidiram intervir no Médio Oriente sem nos informarem", afirmou Mandon na abertura do Fórum de Estratégia e Defesa de Paris, em declarações citadas pela agência France-Presse.
"Agimos imediatamente, surpreendidos por um aliado americano que continua a ser um aliado, mas que está a tornar-se cada vez menos previsível e que não se preocupa em informar-nos quando decide lançar operações militares", enfatizou o general francês, para acrescentar que "isso tem um impacto na nossa segurança, tem um impacto nos nossos interesses".
A ideia de que os interesses franceses na região estão comprometidos foi, de resto, ecoada pela ministra delegada das Forças Armadas, Alice Rufo: "Devido às consequências da situação, sofremos perdas e feridos".
"Em termos de proteção dos nossos cidadãos, das nossas forças e dos nossos parceiros na região, a coordenação é essencial; é assim que funciona numa aliança", vincou.
"A relação continua muito forte, mas infelizmente, após uma retirada do Afeganistão sem qualquer consulta, eles simplesmente decidiram intervir no Médio Oriente sem nos informarem", afirmou Mandon na abertura do Fórum de Estratégia e Defesa de Paris, em declarações citadas pela agência France-Presse.
"Agimos imediatamente, surpreendidos por um aliado americano que continua a ser um aliado, mas que está a tornar-se cada vez menos previsível e que não se preocupa em informar-nos quando decide lançar operações militares", enfatizou o general francês, para acrescentar que "isso tem um impacto na nossa segurança, tem um impacto nos nossos interesses".
A ideia de que os interesses franceses na região estão comprometidos foi, de resto, ecoada pela ministra delegada das Forças Armadas, Alice Rufo: "Devido às consequências da situação, sofremos perdas e feridos".
"Em termos de proteção dos nossos cidadãos, das nossas forças e dos nossos parceiros na região, a coordenação é essencial; é assim que funciona numa aliança", vincou.