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China vê "raio de esperança" em conversações

China vê "raio de esperança" em conversações

RTP /

  • O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, aponta um "raio de esperança" face a movimentações diplomáticas para pôr termo à guerra no Médio Oriente, embora Teerão continue a dizer-se empenhada em defender-se pela via militar. O chefe da diplomacia de Pequim deixou apelos ao diálogo em conversas separadas com os homólogos da Turquia e do Egito;


  • As declarações de Wang Yi surgiram pouco depois de o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, ter reiterado que, "até ao momento, nenhuma negociação teve lugar". "Acredito que a nossa posição é completamente sustentada", frisou o governante iraniano;


  • O presidente dos Estados Unidos voltou a garantir que o Irão está interessado em alcançar um acordo. Isto apersar de Teerão ter aparentemente rechaçado uma primeira proposta norte-americana de 15 pontos, recebida por via do Paquistão, opondo-lhe o seu próprio plano e repetindo que, por agora, "não tem a intenção de negociar";


  • Teerão elenca cinco condições, entre as quais o reconhecimento internacional da sua soberania sobre o Estreito de Ormuz, um pagamento pelos danos causados pela guerra e o fim dos combates em todas as frentes;


  • Donald Trump agitou também a ideia de que as sucessivas negativas iranianas poderão dever-se a receios, entre os negociadores, de represálias internas. "Eles estão a negociar, por acaso, e querem muito fazer um acordo, mas têm medo de o dizer porque pensam que podem ser mortos pelo seu próprio povo. Também têm medo de ser mortos por nós", teorizou o presidente dos Estados Unidos;


  • O Comando Central dos Estados Unidos indicou, ao final do dia de quarta-feira, ter atingido, até então, mais de dez mil alvos em solo iraniano, incluindo neste balanço a destruição de 92 por cento dos maiores navios da Marinha iraniana. "Danificámos ou destruímos mais de dois terços dos estaleiros e fábricas de produção naval, de mísseis e drones do Irão", afiançou o almirante Brad Cooper, do CentCom;


  • As Forças de Defesa de Israel afirmam ter levado a cabo mais uma vaga de bombardeamentos sobre o Irão, designadamente em Isfahan, no centro do país, atingindo "infraestruturas do regime terrorista";


  • As autoridades do Kuwait anunciaram a detenção de seis pessoas alegadamente envolvidas numa conspiração do Hezbollah xiita libanês para assassinar líderes deste país do Golfo;


  • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a intenção de expandir a ocupação de território do sul do Líbano, propondo-se fixar uma "maior zona-tampão" contra as ações do Hezbollah;


  • O dirigente do Hezbollah Naim Qassem deixou claro que quaisquer negociações com Israel equivaleriam a "uma rendição";


  • A Rússia estará perto de completar uma operação faseada para fazer chegar ao Irão drones, medicamentos e alimentos, de acordo com serviços de informações ocidentais, citados pelo jornal Financial Times;


  • O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, avisou que "o modelo de Gaza não deve ser replicado no Líbano" e defendeu que "é mais do que tempo" de pôr um ponto final ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão;


  • Israel bombardeou um campo de refugiados na Faixa de Gaza. Há notícia de pelo menos um morto e sete feridos. As Forças de Defesa do Estado hebraico alegam que o local servia de abrigo a elementos do Hamas. Neste campo vivem 30 mil palestinianos.
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