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Comissão Europeia avisa que medidas de apoio não podem gerar inflação nem défice
A Comissão Europeia avisou hoje que as medidas adotadas na União Europeia para responder à crise energética causada pelo conflito no Médio Oriente não podem gerar inflação nem défice, admitindo "grande preocupação" com os preços do petróleo e gasóleo.
"Quaisquer medidas não podem conduzir à inflação nem ao aumento do défice", avisou a porta-voz do executivo comunitário para a área da Energia, Anna-Kaisa Itkonen, na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas.
De acordo com a responsável, "é necessário coordenar quaisquer medidas" na União Europeia (UE).
"Aprendemos a lição de 2022 (aquando da crise energética pós-invasão da Ucrânia), de que qualquer medida adotada pelos Estados-membros deve ser bem coordenada, e é por isso que estamos em contacto constante para trocar informações, dados e avaliar a situação nos Estados-membros, para perceber para onde pretendem avançar", adiantou.
Anna-Kaisa Itkonen foi também questionada sobre a carta de Portugal, Alemanha, Espanha, Itália e Áustria, a pedir para Bruxelas criar um imposto sobre os lucros extraordinários das energéticas, e apontou que "isso deve ser visto no contexto do aumento dos preços do petróleo e do gasóleo, que constitui uma grande preocupação".
"Está claro que os altos preços da energia precisam de ser enfrentados", indicou.
A porta-voz ressalvou que Bruxelas, que está a analisar a carta, tem como tarefa "garantir que qualquer medida tomada pelos Estados-membros seja coordenada, temporária e direcionada".
Para quarta-feira está prevista uma reunião técnica do grupo de coordenação do petróleo e, para quinta-feira, um encontro semelhante entre os especialistas do gás, com o objetivo de analisar a situação em toda a UE.
"Quaisquer medidas não podem conduzir à inflação nem ao aumento do défice", avisou a porta-voz do executivo comunitário para a área da Energia, Anna-Kaisa Itkonen, na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas.
De acordo com a responsável, "é necessário coordenar quaisquer medidas" na União Europeia (UE).
"Aprendemos a lição de 2022 (aquando da crise energética pós-invasão da Ucrânia), de que qualquer medida adotada pelos Estados-membros deve ser bem coordenada, e é por isso que estamos em contacto constante para trocar informações, dados e avaliar a situação nos Estados-membros, para perceber para onde pretendem avançar", adiantou.
Anna-Kaisa Itkonen foi também questionada sobre a carta de Portugal, Alemanha, Espanha, Itália e Áustria, a pedir para Bruxelas criar um imposto sobre os lucros extraordinários das energéticas, e apontou que "isso deve ser visto no contexto do aumento dos preços do petróleo e do gasóleo, que constitui uma grande preocupação".
"Está claro que os altos preços da energia precisam de ser enfrentados", indicou.
A porta-voz ressalvou que Bruxelas, que está a analisar a carta, tem como tarefa "garantir que qualquer medida tomada pelos Estados-membros seja coordenada, temporária e direcionada".
Para quarta-feira está prevista uma reunião técnica do grupo de coordenação do petróleo e, para quinta-feira, um encontro semelhante entre os especialistas do gás, com o objetivo de analisar a situação em toda a UE.
Uma das matérias abordadas será uma eventual escassez de combustíveis, nomeadamente no que toca ao gasóleo e ao combustível da aviação, numa altura em que o Estreito de Ormuz está bloqueado.
Lusa