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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

"Componente terrestre" da guerra na mente de Netanyahu

"Componente terrestre" da guerra na mente de Netanyahu

RTP /

  • Os iranianos assinalam esta sexta-feira o Nowruz, ou o ano novo persa. Sem direito a trégua. A máquina de guerra israelita retomou, nas últimas horas, os bombardeamentos aéreos sobre Teerão. Estes ataques acontecem um dia depois de Telavive se ter comprometido a travar os bombardeamentos contra o campo de gás iraniano de Pars Sul a pedido de Washington, o que levou o regime a intensificar os ataques a infraestruturas energéticas de diferentes países do Golfo;


  • O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, nega ter "arrastado" para a guerra o presidente norte-americano, Donald Trump. O chefe do Governo do Estado hebraico clama que o regime dos ayatollahs está a ser "dizimado" e já não dispões de capacidade para enriquecer urânio ou produzir mísseis balísticos. Em simultâneo e sem mais detalhes, sugeriu que uma "revolução" em Teerão pode requerer uma "componente terrestre";


  • Os bombardeamentos do Irão conra a Cidade Industrial de Ras Laffan, no Catar, reduziram em 17 por cento a capacidade de exportação de gás natural liquefeito deste país, segundo a estatal QatarEnergy. As reparações poderão levar "até cinco anos", adiantou o ministro da Energia do Catar e CEO da empresa energética, Saad al-Kaabi;


  • Desde o início da ofensiva israelo-americana, batizada de Fúria Épica, terão morrido no Irão mais de três mil pessoas, incluindo as 175 crianças e professores de uma escola da cidade de Minab, no sudeste do país. O Pentágono aponta para 15 mil alvos atingidos nas duas primeiras semanas da guerra;


  • A refinaria de Mina Al-Ahmadi, no Kuwat, foi atingida por múltiplos ataques com drones ao início do dia, que causam incêndios em várias unidades do complexo;


  • O Comando Central dos Estados Unidos afirma ter destruído a fábrica de mísseis terra-terra do Irão em Karaj. Este complexo estaria, de acordo com as forças da superpotência, a ser usado para "montar mísseis balísticos que ameaçavam americanos, países vizinhos e navegação comercial";


  • O general Ali Mohammad Naeini, porta-voz da Guarda Revolucionária, garante, todavia, que o Irão continua a construir mísseis. "O score da nossa indústria de mísseis é 20 e não há preocupações neste sentido, porque estamos a produzir mísseis até em condições de guerra, o que é espantoso, e não há qualquer problema particular no armazenamento", afiançou o responsável;


  • Em Portugal, o Governo decidiu aumentar o apoio na compra de botijas de gás para famílias mais vulneráveis. O valor sobe dos 15 para os 25 euros. Esta medida estará em vigor durante os próximos três meses;


  • Foram também aprovados novos apoios para fazer frente à subida dos combustíveis. No gasóleo profissional, a ajuda é de dez cêntimos por litro para as empresas de passageiros e mercadorias A medida é aplicada até aos 15 mil litros e vai estar em vigor por três meses. Este mecanismo extraordinário abrange o sector dos táxis e as associações de bombeiros;


  • O cabaz de bens essenciais atingiu esta semana o valor mais alto de sempre. Sessenta e três produtos custam agora 254,32 euros. A lista monitorizada pela DECO desde 2022 é composta por carne, congelados, frutas e legumes, lacticínios, mercearia e peixe. Nos últimos dias, a maior subida foi nos cereais e pão de forma.
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