Especiais
Conflito no Médio Oriente a escalar
- Israel voltou a atacar o Líbano. Foi desencadeada uma nova vaga de ataques aéreos contra alvos do Hezbollah, depois de este movimento xiita ter disparado mísseis contra território israelita. Morreram pelo menos 31 pessoas e outras 149 ficaram feridas, segundo dados do Ministério libanês da Saúde;
- Os três caças norte-americanos que caíram na manhã desta segunda-feira foram atingidos, por engano, pelo Kuwait, indica o Pentágono. Os pilotos sobreviveram e foram levados para hospitais do país;
- O Comando Central dos Estados Unidos avançou que um quarto militar norte-americano morreu devido a ferimentos sofridos na operação no Irão. O operacional ficou gravemente ferido durante os ataques iniciais do Irão e acabou por sucumbir aos ferimentos;
- O Irão continua a retaliar contra vários países do Golfo. França e Alemanha dizem-se disponíveis para defender os Estados visados e o Reino Unido autorizou o Pentágono a usar bases britânicas no Médio Oriente;
- O Exército israelita reivindica a morte do chefe dos serviços de informações do Hezbollah, Hussein Makled, em Beirute, a capital do Líbano;
- As Forças de Defesa de Israel anunciaram também o lançamento de "um novo ataque de grande envergadura" no "coração" de Teerão;
- O presidente russo, Vladimir Putin, discutiu a situação no Médio Oriente com o homólogo dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, segundo a agência de notícias russa TASS;
- O presidente dos Estados Unidos afirma que a guerra pode durar quatro ou cinco semanas. Donald Trump avança que o Irão quer retomar as negociações, mas Teerão desmente. O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros avisa mesmo que mudar o regime teocrático é uma missão impossível;
- Donald Trump criticou o primeiro-ministro britânico Keir Starmer por ter demorado "demasiado tempo" a autorizar os Estados Unidos a usar a base militar de Diego Garcia, no Oceano Índico, contra o Irão;
- O Reino Unido garantiu esta segunda-feira que "não está em guerra", depois de uma base aérea britânica em Chipre ter sido atingida por um drone iraniano e de Londres ter autorizado Washington a utilizar as suas bases militares contra o Irão;
- A maioria dos portugueses que residem em zonas afetadas pelo conflito afastam, por agora, regressar a Portugal. Dos Emirados Árabes Unidos e do Catar chegam relatos de uma manhã mais tranquila;
- O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirma que a haver operações de repatriamento serão concertadas com outros países europeus, mas que até ao momento só chegaram 39 pedidos - todos a partir de Israel;
- O preço do barril de petróleo pode chegar aos 100 dólares, o que significa um aumento de mais de 50 por cento. É esta a convicção da generalidade dos analistas. Já se registou uma subida de dez por cento;
- O ministro da Economia admite que o que se passa no Médio Oriente não constitui uma boa notícia para Portugal, garantindo que o Governo está atento. Manuel Castro Almeida não afasta uma possível revisão do Orçamento do Estado, mas ressalva que ainda é cedo para tomar uma decisão.