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Conselho de Segurança apela a "pausas humanitárias urgentes e prolongadas" em Gaza
Em nova resolução, os membros do Conselho apelaram a pausas "urgentes e prolongadas" dos combates em toda a Faixa de Gaza, durante um número de dias suficiente para deixar entrar a ajuda humanitária.
Exigiram ainda a libertação incondicional de todos os reféns israelitas.
Doze dos membros do Conselho de Segurança votaram a favor do texto. Estados Unidos e Reino Unido abstiveram-se devido à falta de condenação do Hamas. A Rússia absteve-se igualmente por ter visto rejeitados os seus apelos à "cessação das hostilidades".
A resolução tem um forte ângulo humanitário, com especial destaque para a situação das crianças em Gaza.
Foi apresentada por Malta mas fruto do trabalho dos 10 membros não-permanentes do Conselho de Segurança, que decidiram agir face aos vetos apresentados por membros permanentes aos anteriores quatros projetos que foram a votos e acabaram rejeitados.
As resoluções do Conselho de Segurança são vinculativas, o que não impede os países de as ignorarem.
A resolução "apela a pausas e corredores humanitários prolongados e urgentes durante um número suficiente de dias" para permitir levar ajuda humanitária aos civis de Gaza.
"É necessário que seja suficientemente longa para nos permitir mobilizar os recursos - uma vez que tenhamos combustível suficiente - para levar à população aquilo de que necessita", comentou esta quarta-feira o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, sem entrar em detalhes.
O texto da resokução inclui em quase todos os parágrafos referências à situação particular das crianças e "exige que todas as partes respeitem as suas obrigações em face do direito internacional, sobretudo quanto à proteção de civis, particularmente de crianças".
"Apela", igualmente, à "libertação imediata e incondicional de todos os reféns detidos pelo hamas e outros grupos, em particular as crianças", sem condenar o ataque sangrento a Israel por parte do Hamas a 7 de outubro, que lhes deu origem, e que terá feito 1.200 mortos, de acordo com fontes de Israel.
"Apela", igualmente, à "libertação imediata e incondicional de todos os reféns detidos pelo hamas e outros grupos, em particular as crianças", sem condenar o ataque sangrento a Israel por parte do Hamas a 7 de outubro, que lhes deu origem, e que terá feito 1.200 mortos, de acordo com fontes de Israel.
De acordo com fontes diplomáticas, os Estados Unidos opuseram-se sistematicamente à inclusão da expressão "cessar-fogo". Já uma emenda proposta pela Rússia, que apelava a uma "trégua humanitária imediata, durável e sustentada, que leve à cessação das hostilidades", foi rejeitada.
com Lusa