Especiais
Contra "via de sentido único", Administração Trump propõe-se "reavaliar" Aliança Atlântica
- O presidente norte-americano colocou sobre a mesa, na terça-feira, um cenário em que as forças dos Estados Unidos encerrariam “muito em breve” as operações contra o Irão, acenando com um horizonte de duas a três semanas. Donald Trump afirmou ainda que a responsabilidade de manter o Estreito de Ormuz aberto caberá aos países que dele dependem: “Isso não é para nós”;
- Por sua vez, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou, em declarações à cadeia televisiva Fox News, que os Estados Unidos terão de “reavaliar” a relação com a NATO, uma vez terminado o conflito com Teerão. “Acho que, infelizmente, teremos que reavaliar se essa aliança, que serviu bem ao país por um tempo, ainda está a cumprir o propósito. Se chegarmos a um ponto em que a aliança com a NATO significa que não podemos usar [as bases militares na Europa], então a NATO é uma via de sentido único”, apontou;
- O secretário de Estado norte-americano e o ministro português dos Negócios Estrangeiros falaram ao telefone na terça-feira. Marco Rubio agradeceu a Portugal pela "estreita cooperação" a nível económico e na defesa;
- Dois terços dos norte-americanos acreditam que o país deve esforçar-se por pôr ter a breve trecho ao envolvimento na guerra, mesmo que tal signifique falhar objetivos. É o que indica uma sondagem da Reuters/Ipsos;
- Milhares de operacionais dos Estados Unidos estão a caminho do Médio Oriente. Na terça-feira, foi mobilizado o porta-aviões USS George H.W. Bush, que deverá à região com três contratorpedeiros. O grupo de ataque do porta-aviões integra mais de seis mil efetivos;
- As Forças de Defesa de Israel adiantaram já esta manhã ter identificado o lançamento de um míssil, a partir do Iémen, em direção ao Estado hebraico;
- Zonas do norte, do leste e do centro de Teerão estavam esta manhã debaixo de bombardeamentos, com vários relatos de explosões;
- Um ataque com recurso a um drone provocou um incêndio no aeroporto internacional do Kuwait, de acordo com a agência de notícias estatal do país, que adiantou não haver registo de vítimas. Nas últimas horas, a Arábia Saudita abateu dois drones;
- No Bahrein, estava em curso o combate a um incêndio num estabelecimento comercial, após um bombardeamento iraniano. Um petroleiro foi também atacado na costa do Catar, segundo o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido;
- Uma nova vaga de ataques israelitas no sul de Beirute, a capital do Líbano, fez pelo menos sete mortos, indicou o Ministério libanês da Saúde;
- De acordo com o Wall Street Journal, os Emirados Árabes Unidos estarão a preparar-se para tentar abrir o Estreito de Ormuz à força, pressionando pela aprovação de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas que avalize tal ação;
- Em Portugal, os apoios do Estado aos setores mais afetados pela escalada dos preços dos combustíveis começam esta quarta-feira a ser pagos. Esta ajuda incide sobre o gasóleo profissional usado pelas transportadoras de mercadorias e passageiros e o gasóleo agrícola;
- Começam também a ser pagos os apoios extraordinários para as associações de bombeiros, taxistas e instituições particulares de Solidariedade social. As medidas variam entre descontos por litro de combustível e pagamentos únicos. Vigoram até 30 de junho;
- O embaixador iraniano em Lisboa considera, em entrevista à agência Lusa, que a guerra desencadeada por Israel e Estados Unidos "é um desastre para todos" e responsabiliza o primeiro-ministro israelita por procurar inimigos para o presidente norte-americano. O diplomata afiança também que o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, está vivo e que a confusão em redor desta questão "não tem razão de ser".