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Cruz Vermelha alerta que guerra "corre risco de chegar a ponto de não retorno"
A presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha alertou, esta segunda-feira, que os últimos acontecimentos no conflito do Médio Oriente, em particular os ataques a instalações nucleares, podem levar a um "ponto de não retorno".
"O que temos visto nos últimos dias no Médio Oriente corre o risco de chegar a um ponto de não retorno", disse Mirjana Spoljaric em comunicado, acrescentando que "o fator mais alarmante é o risco de danos nas instalações nucleares".
Depois de ter atingido as infraestruturas energéticas, a guerra no Médio Oriente, que vai já na quarta semana, estendeu-se este fim de semana às instalações nucleares, com o Irão a atacar um centro de investigação em Dimona, no sul de Israel, em retaliação por um ataque contra um dos seus complexos em Natanz (centro de Israel).
Denunciando uma “tendência preocupante” que, segundo a própria, “se generalizou em conflitos em todo o mundo”, a presidente do CICV apelou ao “respeito pela dignidade dos civis”, que considera ser “a base da desescalada e das soluções políticas sobre as quais a paz e a estabilidade podem ser construídas”.
"O que temos visto nos últimos dias no Médio Oriente corre o risco de chegar a um ponto de não retorno", disse Mirjana Spoljaric em comunicado, acrescentando que "o fator mais alarmante é o risco de danos nas instalações nucleares".
Depois de ter atingido as infraestruturas energéticas, a guerra no Médio Oriente, que vai já na quarta semana, estendeu-se este fim de semana às instalações nucleares, com o Irão a atacar um centro de investigação em Dimona, no sul de Israel, em retaliação por um ataque contra um dos seus complexos em Natanz (centro de Israel).
"Os danos infligidos a estas instalações podem ter consequências irreversíveis, razão pela qual beneficiam de uma proteção reforçada ao abrigo do direito internacional humanitário", enfatizou a presidente do CICV.
“Uma guerra contra infraestruturas críticas é uma guerra contra civis. Isto tem de parar”, instou Spoljaric, acrescentando que “ataques deliberados contra serviços essenciais e infraestruturas civis” relacionados com energia, combustível, água e saúde “podem constituir crimes de guerra”.
Denunciando uma “tendência preocupante” que, segundo a própria, “se generalizou em conflitos em todo o mundo”, a presidente do CICV apelou ao “respeito pela dignidade dos civis”, que considera ser “a base da desescalada e das soluções políticas sobre as quais a paz e a estabilidade podem ser construídas”.