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Destruição de imagem de Cristo no Líbano. Israel coloca dois soldados sob prisão militar por 30 dias

Destruição de imagem de Cristo no Líbano. Israel coloca dois soldados sob prisão militar por 30 dias

RTP /

O exército israelita afastou dois soldados do serviço de combate e colocou-os em prisão militar durante 30 dias depois de terem destruído um crucifixo no sul do Líbano, informou esta terça-feira.

Uma foto que mostrava um soldado israelita a golpear com o lado cego de um machado uma escultura caída de Jesus na cruz gerou na segunda-feira uma ampla condenação por parte de políticos israelitas, dos Estados Unidos e de líderes religiosos.

A imagem foi publicada por Younis Tirawi, um repórter palestiniano que também já tinha divulgado fotos de aparente má conduta de soldados israelitas em Gaza.

Um comunicado militar afirmou que uma investigação sobre o incidente mostrou que um soldado danificou um símbolo religioso cristão, enquanto outro fotografava o ato. Seis outros militares estavam presentes sem tomar qualquer atitude ou interferir, segundo o comunicado.

O exército israelita afirmou estar a trabalhar com a comunidade local para substituir a estátua.

O chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, condenou a profanação da estátua como uma conduta inaceitável e uma falha moral, segundo o comunicado.

Este tipo de punição é relativamente raro nas forças armadas israelitas, de acordo com grupos de defesa dos direitos humanos.

Em 2025, o grupo de monitorização de conflitos Action on Armed Violence afirmou ter constatado que Israel tinha encerrado ou deixado por resolver 88% dos casos de alegada má conduta em Gaza e na Cisjordânia.

Num caso recente, as acusações contra soldados acusados ​​de abusar sexualmente de um detido em Gaza foram retiradas.
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