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Drones e mísseis do Irão apontados a países do Golfo
- As Forças Armadas iranianas lançaram, nas últimas horas, mais uma vaga de bombardeamentos contra países do Golfo com recurso a drones e mísseis, incluindo infraestruturas petrolíferas na Arábia Saudita. Outro dos alvos do regime foi um navio cargueiro no Estreito de Hormuz, ao largo dos Emirados Árabes Unidos;
- O Ministério saudita da Defesa afirma ter abatido pelo menos cinco drones que se dirigiam ao campo petrolífero de Shaybah e as autoridades do Kuwait afirmam ter destruído oito aparelhos idênticos. No Bahrein, ao início da manhã, soaram as sirenes de alarme. Na véspera, um ataque atribuído ao Irão atingiu um edifício residencial em Manama, provocando a morte a uma mulher e ferimentos a oito pessoas;
- No Iraque, um drone atingiu um complexo diplomático dos Estados Unidos próximo do aeroporto de Bagdade;
- Por seu turno, Israel repetiu os bombardeamentos sobre o sul do Líbano. Beirute voltou a ser abalada por explosões. Cinco pessoas morreram em ataques anteriores que atingiram o distrito de Nabatieh. Outras duas morreram em Tyre;
- A máquina de guerra dos Estados Unidos afirma ter destruído 16 navios iranianos perto do Estreito de Hormuz. Estes vasos de guerra estariam a colocar minas;
- O novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, está "são e salvo", embora tenha sofrido ferimentos, afiançou no Telegram Yousef Pezeshkian, conselheiro do Governo de Teerão e filho do presidente iraniano;
- O general iraniano Abolfazl Shekarchi, porta-voz das Forças Armadas do país, renovou a promessa de retaliação contra Israel e Estados Unidos pelos seus "crimes brutais e sem vergonha";
- O chefe da polícia iraniana, Ahmad-Reza Radan, veio advertir os iranianos, na televisão estatal, contra quaisquer ações de protesto nas ruas "a pedido do inimigo". Tais manifestantes, ameaçou, serão "confrontados como inimigos";
- Uma das futebolistas da seleção iraniana de futebol feminino que haviam recebido vistos humanitários para permanecerem na Austrália mudou de ideias e contactou, entretanto, a embaixada da República Islâmica, de acordo com o Ministério do Interior australiano;
- A Agência Internacional de Energia Atómica propôs a maior libertação de reservas de petróleo da sua história, numa tentaativa de controlar a escalada de preços. O plano ultrapassaria os 128 milhões de barris que foram injetados nos mercados em 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia;
- O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, sustenta que as origens do conflito no Médio Oriente "carecem tanto de legitimidade como de legalidade" e que "a sua continuação só resultará em mais baixas desnecessárias". Por sua vez, O enviado especial chinês para o Médio Oriente, Zhai Jun, frisa que Pequim valoriza a moderação demonstrada pelos Emirados Árabes Unidos;
- Há ainda 200 portugueses retidos na Tailândia por causa da guerra do Médio Oriente. Passaram horas na embaixada de Portugal em Banguecoque, mas estão ainda sem soluções para regressar.