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EAU apelam à proteção das vias navegáveis internacionais invocando Estreito de Ormuz
O representante dos Emirados Árabes Unidos na ONU, Mohammed Issa Abushahab, denunciou esta quinta-feira a estratégia de Teerão quanto ao Estreito de ormuz, reconhecendo que o projeto de resolução na ONU sobre a liberdade de navegação, reforça o direito internacional estabelecido.
Abushabab acrescentou que “as vias navegáveis internacionais não podem ser controladas através de coação, ataques coercivos ou ameaças contra a navegação civil e comercial”.
“Há meses que o Irão continua a realizar ataques e ameaças contra navios mercantes e comerciais, interferindo com a navegação legal, colocando minas marítimas dentro e à volta do Estreito de Ormuz e tentando impor taxas ilegais à navegação internacional", denunciou.
Os membros do Conselho de Segurança da ONU iniciaram, na terça-feira, negociações fechadas sobre uma resolução elaborada pelos Estados Unidos, em conjunto com o Bahrein, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Qatar.
Se for aprovada, a resolução poderá levar a sanções contra o Irão e, potencialmente, autorizar o uso da força caso Teerão não cesse os ataques e as ameaças à navegação comercial no estreito.
A resolução exige a divulgação e a remoção das minas marítimas colocadas dentro e em redor do Estreito de Ormuz. Rejeita a imposição de taxas ilegais e a interferência na liberdade de navegação e na passagem legal de trânsito.
Apoia ainda o estabelecimento de um corredor humanitário para facilitar a circulação de ajuda humanitária, fertilizantes e outros bens essenciais através do estreito.