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Estreito de Ormuz mantém-se fechado a navios de guerra, garante Teerão
O Irão avisou hoje que os movimentos de navios militares continuam proibidos no estreito de Ormuz, depois de ter anunciado a reabertura da via estratégica a navios comerciais.
A emissora estatal iraniana citou um "alto oficial militar" afirmando
que a passagem destas embarcações ocorrerá por uma "rota designada" e
com a permissão da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Sobre a rota designada, o responsável disse à emissora estatal que esta decisão foi tomada pela Organização dos Portos e Assuntos Marítimos do Irão.
"As passagens de navios militares através do estreito de Ormuz continuam proibidas", declarou um alto responsável militar iraniano, citado pela televisão pública IRIB.
O militar insistiu que "apenas os navios civis" podem atravessar o estreito.
Têm de o fazer "pelas passagens designadas e com a permissão da marinha dos Guardas da Revolução", afirmou, de acordo com a agência de notícias France-Presse (AFP).
De acordo com a emissora estatal iraniana, citando o alto responsável militar, a passagem de embarcações militares pelo estreito de Ormuz continuará "proibida".
A reabertura do estreito, pelo Irão, foi anunciada pelo chefe da diplomacia de Teerão, Abbas Araghchi, que relacionou a decisão com o cessar-fogo no Líbano, em vigor desde hoje durante 10 dias.
"Em consonância com o cessar-fogo no Líbano, declara-se totalmente aberta a passagem de todos os navios mercantes pelo estreito de Ormuz durante o resto do período de cessar-fogo", disse Araghchi numa mensagem nas redes sociais.
Pouco depois, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tinha anunciado a trégua no Líbano, confirmou a reabertura do estreito de Ormuz, mas disse que se mantinha o bloqueio norte-americano aos portos iranianos.
"O estreito de Ormuz está totalmente aberto e pronto para o comércio e ao trânsito livre, mas o bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito, apenas no que diz respeito ao Irão, até que a transação com o Irão esteja 100% concluída", declarou.
Lusa