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Exército garante que respondeu "no próprio dia" ao primeiro pedido feito
Em conferência de imprensa, o Exército fez um balanço das operações militares de socorro às populações mais afetadas pelas tempestade das ultimas duas semanas.
Estão atualmente no terreno 2853 militares em 41 concelhos.
Estão atualmente no terreno 2853 militares em 41 concelhos.
A tenente coronel Susana Pinto referiu que os militares estiveram de prontidão e reponderam "no próprio dia" o primeiro pedido que lhe foi feito, dia 28 de janeiro, rejeitando críticas do presidente Marcelo Rebelo de Sousa sobre a falta de resposta das Forças Armadas à tragédia por alegada falta de comunicação.
"Desde o dia 28 estamos no terreno", precisou a porta-voz.
"O estado de prontidão azul foi implementado a partir do dia 29, a partir das 09h00 da manhã", acrescentou. A tenente-coronel referiu ainda que "há sempre espaço para melhoria" e que isso será estudado posteriormente para conseguir no futuro melhorar a mobilização e a presença militar no terreno.
O estado Azul corresponde à mobilização de 10 por cento do efetivo pronto a mobilizar de forma imediata. Os estados seguintes (Amarelo, Laranja e Vermelho) colocam sucessivamente de prontidão, 25 por cento do efetivo pronto a mobilizar até 2 horas, 50 por cento do efetivo pronto a mobilizar até 6 horas e 100 por cento do efetivo pronto a mobilizar até 12 horas.
O comandante Sá Granja, porta-voz da Marinha, lembrou de seguida, que os militares "continuam no terreno" e continuarão "pelo tempo que for necessário para auxiliar as populações".
O porta-voz referiu "dois momentos", um primeiro correspondente a pedidos da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, e um segundo, a partir de sábado, 30 de janeiro, quando "há pedidos diretos feitos pelas autarquias" e contactos diretos das Forças Armadas com os autarcas para fazer chegar auxílio, com destaque para Leiria, seguindo-se Pombal, Ourém, Batalha e Marinha Grande, "para auxílio direto à população".
No caso da Marinha, isso correspondeu ao "envio de equipas técnicas de eletricidade dos nossos navios, que foram projetadas para o local", além de fuzileiros "para ajudar na desobstrução de vias, na limpeza do rio Lis" assim como "na reparação de telhados de casas e estabelecimentos públicos", apontou.
"Estamos focados nos efeitos diretos que causamos à população e na ajuda imediata à população", acrescentou Sá Granja.
"A atuação das Forças Armadas decorre da lei", lembrou o comandante ao ser questionado pelo fato de, nos primeiros dias, terem estado no terreno apenas cerca de 200 militares. "Por parte da Marinha foram logo cinco municípios diretamente apoiados a partir de 30 de janeiro", apontou o porta-voz.