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Exército iraniano ameaça Israel com retaliação "decisiva"
- As Forças Armadas do Irão prometem vingar a morte de Ali Larijani, responsável pela segurança nacional no seio do regime cuja eliminação foi reivindicada por Israel. Sobre Telavive paira a ameaça de uma retaliação "decisiva";
- Israel avisa que vai perseguir, localizar e neutralizar o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei. O primeiro-ministro israelita avisa mesmo que Telavive está a observar "terroristas" a partir do ar. Benjamin Netanyahu acrescenta que esta vigilância permitiu que a Força Aérea israelita matasse, em 24 horas, dois líderes de um "regime tirânico";
- Além de Ali Larijani, o regime dos ayatollahs confirmou também a morte de Gholamreza Soleimain, comandante da milícia Basij, durante um bombardeamento das Forças de Defesa de Israel;
- Uma vaga de mísseis iranianos causou as mortes de pelo menos duas pessoas em Ramat Gan, perto de Telavive. Os estilhaços desta barragem de projéteis condicionaram também a circulação ferroviária. Os mísseis atingiram vários alvos no centro de Israel;
- O exército israelita instou os residentes de um bairro central de Beirute a abandonarem as suas casas, às primeiras horas da manhã desta quarta-feira, alertando para um ataque iminente contra presumíveis alvos do Hezbollah xiita libanês;
- As contínuas campanhas de bombardeamentos de Israel sobre o Líbano mataram pelo menos 912 pessoas, incluindo 111 crianças, e feriram outras 2.221, de acordo com o Ministério libanês da Saúde. O número de deslocados excede um milhão;
- O Pentágono alega ter visado alvos ao longo da linha costeira próxima do Estreito de Ormuz devido à ameaça contínua de mísseis anti-navio do Irão. Segundo o Comando Central norte-americano, foram empregues "múltiplas munições penetrantes";
- O presidente dos Estados Unidos voltou a desferir críticas aos aliados da NATO, após uma sequência de recusas de participação em operações militares no Estreito de Ormuz. Esta posição constitui, nas palavras de Donald Trump, um "erro tolo". O inquilino republicano da Casa Branca quis ainda deixar claro que a máquina de guerra do seu país "não precisa" da ajuda da Aliança Atlântica;
- O Irão continua a exportar milhões de barris de petróleo. Cerca de 90 navios, entre os quais petroleiros, cruzaram o Estreito de Ormuz desde o início da ofensiva israelo-americana, revelam dados de plataformas de navegação coligidos pelas agências internacionais;
- Um projétil atingiu, na noite de terça-feira, as imediações da central nuclear iraniana de Bushehr, sem notícia de danos no complexo ou feridos entre os funcionários. Este ataque foi reportado pelo Irão à Agência Internacional de Energia Atómica;
- O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, avisa que as repercussões globais da guerra "vão atingir todos, independentemente de riqueza, fé ou raça". Palavras deixadas na rede social X e acompanhadas de uma cópia da carta de demissão do diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos. Joe Kent bateu com a porta na terça-feira, alegando que, "em boa consciência", não poderia apoiar a ofensiva contra o Irão, país que, escreveu, "não colocava qualquer ameaça iminante".