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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui as informações sobre a evolução do conflito

Explosões em Jerusalém, Dubai, Doha e Manama

Explosões em Jerusalém, Dubai, Doha e Manama

RTP /

  • Fortes explosões foram ouvidas, já esta segunda-feira, em diferentes cidades do Golfo, nomeadamente no Dubai, em Doha e Manama. Há também notícia de bombardeamentos sobre Jerusalém, em Israel. Vive-se o terceiro dia de ataques retaliatórios do Irão a países vizinhos do Golfo Pérsico e a Israel, depois dos bombardeamentos levados a cabo pelas forças do Estado hebraico e dos Estados Unidos;


  • Segundo a Força Aérea israelita, foram lançados novos mísseis a partir do Irão, nas últimas horas. Os sistemas defensivos do país, acrescenta no X aquele ramo das Forças de Defesa de Israel, estão a operar. Os habitantes das zonas consideradas de risco estão a receber mensagens nos telemóveis a aconselhar a que se procure "espaços protegidos";


  • Ataques israelitas sobre solo libanês fizeram pelo menos 31 mortos e 149 feridos, avançou a agência France-Presse, citando fonte do Governo do Líbano;


  • As Forças de Defesa de Israel afirmam que as operações contra o Hezbollah xiita libanês, movimento apoiado pelo Irão, podem prolongar-se por "muitos" dias. "Lançámos uma campanha ofensiva contra o Hezbollah. Devemos estar preparados para vários dias de combates", anunciou o número um da máquina militar israelita, Eyal Zamir;


  • Um presumível ataque com recurso a um drone contra a base aérea britânica de Akrotiri, no Chipre, seguiu-se à luz verde de Londres à utilização das suas bases para ataques da aliança entre norte-americanos e israelitas a alvos iranianos. Na noite de domingo, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, explicou a decisão com o que descreveu como uma escalada do por parte do Irão;


  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou também no domingo que as operações militares no Irão vão continuar "até que todos os objetivos sejam atingidos". "Exorto uma vez mais a Guarda Revolucionária, a polícia militar iraniana, a depor as armas e receber total imunidade ou a enfrentar a morte", acrescentou;


  • Em declarações à Foz News, o presidente norte-americano reivindicou as mortes de 48 dirigentes do regime iraniano: "Ninguém pode acreditar no sucesso que estamos a ter, 48 líderes desapareceram de uma só vez";


  • Centenas de voos foram cancelados esta segunda-feira, adensando-se assim as dificuldades nas viagens aéreas. Grandes aeroportos do Médio Oriente, entre os quais o do Dubai, permanecem fechados pelo terceido dia consecutivo. Ao início da manhã, haviam sido suprimidos 1.239 ligações aéreas;


  • A Europa está disponível para coordenar o repatriamento de cidadãos retidos na região do Golfo. Em declarações à agência Lusa, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, disse que há consenso entre os parceiros europeus para que sejam retomadas as negociações com o Irão;


  • Há 11 portugueses residentes no Irão que não querem sair do país. O último balanço do número de pedidos de repatriamento revela que, dos 13 portugueses residentes no Irão, só dois decidiram regressar e saíram do país de carro. Há também 39 pedidos de repatriamento de Israel. Dos restantes países da zona em conflito, ainda não há pedidos;


  • O secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, apela à calma, mas pede aos portugueses no Médio Oriente que evitem deslocações desnecessárias. O Governo garante que nenhum português ficará sem apoio;


  • Na Base das Lajes, nos Açores, tem havido muitas movimentações. Na manhã de domingo, descolaram da base cinco aviões KC46 e outros cinco permaneceram na pista. Ao início da tarde, saíram seis caças europeus, aeronaves britânicas reabastecedoras que acompanharam um avião maior, o A330 da Força Aérea do Reino Unido. E ao final da tarde descolaram mais oito aviões.
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