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França decidirá "caso a caso" as autorizações de sobrevoo militar dos EUA
França decidirá "caso a caso" a autorização de sobrevoo do seu território por aviões militares dos Estados Unidos, esclareceu hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), no contexto da guerra em curso no Médio Oriente.
Questionado numa conferência de imprensa sobre a utilização do espaço aéreo francês por aviões relacionados com a guerra naquela região, o porta-voz da diplomacia francesa, Pascal Confavreux, respondeu que as autoridades francesas tomarão as suas decisões "caso a caso", de forma "soberana e em conformidade com o Direito Internacional".
O porta-voz sustentou que a posição de França se mantém inalterada desde o início do conflito, desencadeado, a 28 de fevereiro, pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, tal como afirmou esta semana a presidência francesa, ao reagir a acusações do Presidente norte-americano, Donald Trump.
Trump acusou Paris de agir de forma "muito pouco cooperante" ao proibir, no domingo passado, o sobrevoo do território nacional por aviões com destino a Israel carregados de material militar.
Paris não tinha publicamente anunciado ser uma zona de exclusão aérea para aeronaves dos Estados Unidos envolvidas na guerra, ao contrário de outros países, como Espanha, que declarou claramente a sua posição.
No início de abril, as Forças Armadas francesas indicaram que França não autorizaria o uso de bases militares francesas por aviões norte-americanos a participar em ataques ao Irão, mas permitiria, de forma pontual, se a missão destes fosse de apoio à defesa dos aliados franceses na região.
As bases militares em causa situam-se em Istres (Bouche-du-Rhônes) e em Avord (Cher), segundo a comunicação social francesa.
Lusa
Questionado numa conferência de imprensa sobre a utilização do espaço aéreo francês por aviões relacionados com a guerra naquela região, o porta-voz da diplomacia francesa, Pascal Confavreux, respondeu que as autoridades francesas tomarão as suas decisões "caso a caso", de forma "soberana e em conformidade com o Direito Internacional".
O porta-voz sustentou que a posição de França se mantém inalterada desde o início do conflito, desencadeado, a 28 de fevereiro, pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, tal como afirmou esta semana a presidência francesa, ao reagir a acusações do Presidente norte-americano, Donald Trump.
Trump acusou Paris de agir de forma "muito pouco cooperante" ao proibir, no domingo passado, o sobrevoo do território nacional por aviões com destino a Israel carregados de material militar.
Paris não tinha publicamente anunciado ser uma zona de exclusão aérea para aeronaves dos Estados Unidos envolvidas na guerra, ao contrário de outros países, como Espanha, que declarou claramente a sua posição.
No início de abril, as Forças Armadas francesas indicaram que França não autorizaria o uso de bases militares francesas por aviões norte-americanos a participar em ataques ao Irão, mas permitiria, de forma pontual, se a missão destes fosse de apoio à defesa dos aliados franceses na região.
As bases militares em causa situam-se em Istres (Bouche-du-Rhônes) e em Avord (Cher), segundo a comunicação social francesa.
Lusa