EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Funcionários norte-americanos com ordem de saída de Bahrain, Jordânia e Iraque

Funcionários norte-americanos com ordem de saída de Bahrain, Jordânia e Iraque

RTP /

  • Diante da dimensão da retaliação iraniana em crescendo, o Departamento de Estado norte-americano emitiu, nas últimas horas, diretivas para que o pessoal diplomático não essencial e respetivas famílias abandonem o Iraque, a Jordânia e o Bahrein. No caso do Iraque, a Administração Trump invoca especificamente “preocupações de segurança”;


  • Washington emitiu, de resto, recomendação de saída para todos os cidadãos norte-americanos de um total de 14 países, incluindo Bahrain, Egito, Irão, Iraque, Israel e os territórios palestinianos, Jordânia, Kuwait, Líbano, Oman, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iémen;


  • A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou um ataque a uma base aérea dos Estados Unidos no Bahrain. Tratou-se, de acordo com a força de elite da República Islâmica, de “um ataque em larga escala com drones e mísseis, de madrugada, contra a base aérea de Sheikh Isa;


  • O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, alegou que os Estados Unidos atacaram o Irão depois de saberem que Israel tencionava fazê-lo, o que significaria retaliação contra forças do seu país. “Sabíamos que, se não fossemos atrás deles preventivamente antes de lançarem ataques, sofreríamos mais baixas”, afirmou;


  • A Força Aérea israelita confirma estar a bombardear, em simultâneo, Teerão e Beirute. No Líbano, os alvos são, segundo Telavive, posições do movimento xiita Hezbollah;


  • A embaixada dos Estados Unidos na capital saudita, Riade, confirma ter sido atingida por drones e está temporariamente encerrada;


  • Em declarações à norte-americana Fox News, o primeiro-ministro israelita afirmou que a ofensiva contra o Irão pode levar “algum tempo”. Mas não anos. “Eu disse que poderia ser rápido e decisivo. Pode levar algum tempo, mas não vai levar anos. Não é uma guerra sem fim”, sustentou Benjamin Netanyahu;


  • O presidente dos Estados Unidos veio entretanto admitir que a campanha militar contra o regime iraniano pode prolongar-se para lá das estimativas iniciais. “Primeiro, estamos a destruir as capacidades de mísseis do Irão. Segundo, estamos a aniquilar a sua marinha. Terceiro, estamos a assegurar-nos de que o patrocinador número um do terrorismo mundial não possa jamais obter uma arma nuclear. Finalmente, estamos a garantir que o regime iraniano não possa continuar a armar, financiar e dirigir exércitos terroristas fora das suas fronteiras”, enumerou Donald Trump;


  • Subsiste a confusão relativamente à situação da navegação no Estreito de Hormuz, depois de um general iraniano ter ameaçado “queimar qualquer navio” que procurasse atravessá-lo. O Comando Central dos Estados Unidos, citado pela Fox News, afiança, todavia, que o estreito não está fechado;


  • Subiu para 53 o número de pedidos de repatriamento de cidadãos portugueses em Israel. No Dubai, 73 portugueses estão retidos num cruzeiro por motivos de segurança. O último balanço revela ainda que não há novos pedidos de repatriamento no Irão - dos 13 portugueses, só dois decidiram regressar.


  • Luís Montenegro afirma que o Governo está a acompanhar com preocupação a situação no Médio Oriente. O primeiro-ministro adianta que a prioridade é responder aos cidadãos que precisam de ajuda para regressar a Portugal. O repatriamento está a ser gerido a nível europeu e poderá ter a base de apoio em Chipre;


  • O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, desafiou Luis Montenegro a esclarecer o país sobre os termos a utilização da Base das Lajes para o ataque ao Irão. Por seu turno, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, acusou o Governo de hipocrisia, desafiando-o a condenar o ataque ao Irão.
PUB