Guterres envia condolências e destaca coordenação da ONU com Governo

Guterres envia condolências e destaca coordenação da ONU com Governo

RTP / Adicionar como fonte informativa

O secretário-geral da ONU, António Guterres, endereçou hoje as suas condolências à Venezuela após os dois sismos devastadores e destacou a coordenação entre as equipas humanitárias da organização e a presidente interina, Delcy Rodríguez.

"[António Guterres] Está profundamente consternado com a perda de vidas e a destruição generalizada causadas pelos devastadores sismos que atingiram ontem [quarta-feira] a Venezuela. Expressa as suas sinceras condolências às famílias das vítimas e deseja uma rápida recuperação aos feridos", indicou Stéphane Dujarric, porta-voz do diplomata português, na sua conferência de imprensa diária.

Dois grandes sismos foram registados na Venezuela, na quarta-feira, causando pelo menos 164 mortos e mais de 900 feridos, segundo balanço oficial provisório.

"Os relatórios iniciais indicam danos significativos em vários estados, incluindo a capital, Caracas. Segundo informações, há inúmeras mortes e feridos, enquanto outros permanecem presos ou desaparecidos. Infraestruturas essenciais foram danificadas e serviços básicos foram interrompidos", lamentou o porta-voz.

Dujarric assegurou que a equipa humanitária das Nações Unidas está em "contacto próximo" com a presidente interina Delcy Rodríguez e outras autoridaded.

A ONU estabeleceu um centro de coordenação em Caracas e está a apoiar os esforços no terreno para garantir que a ajuda chega aos mais necessitados o mais rápida e eficazmente possível.

Guterres expressou a sua gratidão pelas manifestações de solidariedade e apoio de outros estados que responderam à notícia.

Por seu lado, o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários anunciou hoje que está "totalmente mobilizado" e indicou que já está a coordenar o rápido envio de equipas de busca e salvamento urbanas "de toda a comunidade internacional".

O coordenador humanitário das Nações Unidas, Tom Fletcher, observou que quase oito milhões de pessoas na Venezuela já necessitavam de assistência humanitária antes dos sismos e que a catástrofe "ameaça agravar as vulnerabilidades existentes".

c/ Lusa
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