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Regime iraniano decreta 40 dias de luto pela morte de Ali Khamenei

Hamas, Hezbollah, Jihad Islâmica e huthis condenam morte de Khamenei e juram vingança

Hamas, Hezbollah, Jihad Islâmica e huthis condenam morte de Khamenei e juram vingança

RTP /

O Hamas condenou hoje o “crime hediondo” do ataque que matou o ayatollah Ali Khamenei, 86 anos, guia supremo iraniano e apoiante do movimento islamita palestiniano, enquanto o Hezbollah prometeu enfrentar a agressão israelita e norte-americana.

O Hamas, condenando a “traiçoeira e brutal agressão sionista-americana”, pediu que sejam tomadas “medidas urgentes” a nível internacional para pôr fim aos “crimes” dos Estados Unidos e de Israel na região.

O grupo armado Jihad Islâmica, aliado do Hamas durante os dois anos de guerra com Israel na Faixa de Gaza, classificou a morte de Ali Khamenei como um “crime de guerra” cometido pelos Estados Unidos e por Israel numa “ataque traiçoeiro e mal-intencionado”.

Já o Hezbollah garantiu hoje que vai “enfrentar a agressão” norte-americana e israelita a Khamenei, afirmou, num comunicado, Naim Qassem, líder do movimento libanês pró-iraniano.

“Cumpriremos o nosso dever enfrentando a agressão”, assegurou o chefe do Hezbollah no comunicado, acrescentando: “quaisquer que sejam os sacrifícios, não abandonaremos […] o campo da resistência”.

O Hezbollah ainda não tinha reagido desde o início da vasta ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão.

Também os Huthis, no poder no Iémen e aliados do Hamas, lamentaram hoje o “assassínio” de Khamenei, uma figura política e religiosa que classificaram como mártir e cujo legado, afirmaram, inspirará “uma resistência contínua contra os Estados Unidos e Israel”.

“Com profundo pesar e dor, o Conselho Político Supremo recebeu a notícia do martírio do líder da Revolução Islâmica no Irão. Travou uma longa luta de jihad [guerra santa] contra os inimigos da nação islâmica, os sionistas e os norte-americanos, e concluiu a sua vida com o martírio às mãos dos inimigos de Deus e assassinos de profetas”, declarou o Conselho Político Supremo dos huthis.

Os huthis descreveram o ataque como um “crime atroz” e uma “violação flagrante de todas as leis e normas internacionais”.
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