"Inaceitável" e perigoso. Grécia protesta contra imposição de portagens no Estreito de Ormuz

"Inaceitável" e perigoso. Grécia protesta contra imposição de portagens no Estreito de Ormuz

RTP /

O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, afirmou que seria inaceitável que os navios tivessem de pagar uma taxa para atravessar o estreito de Ormuz, como sugerido pelo Irão, e que tal medida criaria um precedente perigoso para a liberdade de navegação.

"Não creio que a comunidade internacional esteja disposta a aceitar que o Irão instale uma praça de portagem por cada navio que atravesse o estreito", disse Mitsotakis à CNN. "Isto parece-me completamente inaceitável."

Mitsotakis disse que o Estreito sempre teve liberdade de navegação e que esta tem de continuar.

A Grécia controla uma das maiores frotas mercantes do mundo em termos de capacidade de carga e sofreu um forte impacto com o encerramento do Estreito de Ormuz. 

A guerra com o Irão ameaçou os portos do Golfo e interrompeu o comércio global através do Estreito, uma via navegável por onde passa normalmente um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.

Em plenas negociações de cessar-fogo com os EUA e Israel, Teerão, que controla o ponto de estrangulamento, propôs taxas ou portagens para que as embarcações possam atravessar o estreito em segurança. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu na quarta-feira que os EUA e o Irão poderiam cobrar portagens numa parceria, enquanto a Casa Branca afirmou que a prioridade era reabrir o estreito sem restrições.


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