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Irão avisa que escalada do petróleo vai continuar até que Forças Armadas "garantam estabilidade da região"

Irão avisa que escalada do petróleo vai continuar até que Forças Armadas "garantam estabilidade da região"

RTP /

  • O porta-voz do Comando Unificado de Operações Khatam al-Anbiya, o coronel iraniano Ebrahim Zolfaghari, reafirma que são falsas as declarações da Presidência norte-americana sobre as negociações com a República Islâmica. "Não chames acordo à tua derrota. A era das tuas promessas terminou. Existem hoje duas frentes: a verdade e a mentira. E nenhum amante da verdade se deixa seduzir pelas tuas ondas mediáticas", afirma o responsável em comunicado citado pela agência Tasnim, conotada com a Guarda Revolucionária;


  • Os militares iranianos advertem também que o preço do petróleo não voltará ao que era até que as Forças Armadas do país "garantam a estabilidade da região". "Nem os vossos investimentos na região se concretizarão, nem verão os preços da energia e do petróleo de antes, até compreenderem que a estabilidade na região é garantida pela mão poderosa das nossas Forças Armadas", frisa o Comando Unificado de Operações;


  • O presidente dos Estados Unidos mostrou-se convicto, na terça-feira, de que Teerão e Washington vão "chegar a um acordo" na conversações que Donald Trump afirma estar a manter com a República Islâmica, onde, nas suas palavras, teria já ocorrido "uma mudança no regime". Teerão admite ter mantido contactos indiretos, mas continua a negar de forma categórica quaisquer negociações diretas;


  • A Administração Trump submeteu, segundo fontes de Washington citadas pela Reuters, um plano de 15 pontos para pôr termo ao conflito. O jornal norte-americano The New York Times adianta que o projeto for remetido a Teerão pelo Paquistão;


  • Donald Trump avalizou entretanto o destacamento de mais de mil efetivos da 82ª Divisão Aerotransportada para o Médio Oriente. Segundo a CNN, morreram 13 operacionais dos Estados Unidos neste conflito. Outras 290 ficaram feridos;


  • A Guarda Revolucionária do Irão voltou a disparar mísseis contra Israel e forças norte-americanas estacionadas em bases de Kuwait, Jordânia e Bahrein, de acordo com os media estatais iranianos;


  • Um projétil atingiu as imediações da central nuclear iraniana de Bushehr, indica a Agência Internacional de Energia Atómica. Não há registo de danos no complexo;


  • As autoridades do Líbano avisam que este país enfrenta uma "crise existencial", depois de o Governo israelita ter anunciado planos para ocupar uma importante porção do sul do território libanês, tendo por objetivo criar uma "zona de segurança" contra o Hezbolla;


  • O primeiro-ministro português saiu em defesa da liberdade de circulação no Estreito de Ormuz. Numa publicação nas redes sociais, Luís Montenegro destaca que "a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é uma prioridade absoluta, partilhada por Portugal, parceiros e aliados". Portugal juntou-se ao grupo de países que manifestaram a intenção de ajudar na reabertura do estreito.
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