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Irão pronto a "repelir" uma invasão terrestre nega "conversas" com os EUA
Apesar de nem Israel nem os Estados Unidos terem declarado até agora qualquer intenção concreta de invadirem o país com 'botas no terreno', o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou esta quinta-feira, à NBC News, que o país está pronto para repelir uma invasão terrestre, prometendo "um desastre".
"Estamos à espera deles. Temos a certeza de que podemos enfrentá-los e que isso seria um desastre para eles", acrescentou, enquanto informações da imprensa, desmentidas pela Casa Branca, davam conta de um possível apoio militar norte-americano às milícias curdas para derrubar o poder iraniano.
Nos primeiros dias do conflito, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a possibilidade de os Estados Unidos enviarem tropas para o terreno no Irão não estava descartada e poderia acontecer, "se necessário".
Palavras ecoadas pelo secretário da Defesa, Pete Hegseth, que assegurou que os Estados Unidos iriam "até onde for necessário".
Nos primeiros dias do conflito, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a possibilidade de os Estados Unidos enviarem tropas para o terreno no Irão não estava descartada e poderia acontecer, "se necessário".
Palavras ecoadas pelo secretário da Defesa, Pete Hegseth, que assegurou que os Estados Unidos iriam "até onde for necessário".
À NBC News, Abbas Araghchi, afirmou que o Irão também não está a pedir um "cessar-fogo" ou "negociações" com os Estados Unidos.
"Já negociámos com eles [Estados Unidos] duas vezes e, em ambas as
ocasiões, eles atacaram-nos no meio das negociações", afirmou Abbas
Araghchi, referindo-se à guerra anterior, em junho de 2025, que durou 12
dias.
"Não estamos a pedir um cessar-fogo. Não vemos qualquer razão para negociar com os Estados Unidos", esclareceu.
"Não estamos a pedir um cessar-fogo. Não vemos qualquer razão para negociar com os Estados Unidos", esclareceu.
Aragchi garantiu ainda que o Irão "não tem intenção" de fechar o Estreito de Ormuz, mas não descartou essa possibilidade caso Israel e os Estados Unidos continuem a sua guerra.
"Não temos qualquer intenção de fechar o estreito neste momento", disse Araghchi à NBC News. "Não o fechámos. São os navios e os petroleiros que não estão a tentar atravessá-lo porque temem ser atacados por um dos lados."
"Não temos qualquer intenção de fechar o estreito neste momento", disse Araghchi à NBC News. "Não o fechámos. São os navios e os petroleiros que não estão a tentar atravessá-lo porque temem ser atacados por um dos lados."