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Irlanda. Protestos contra alta do preço do gasóleo secam um terço das estações de abastecimento
Um terço dos postos de abastecimento de combustível da Irlanda está sem abastecimento, com a polícia está a escoltar comboios de camiões-cisterna devido a protestos contra o aumento dos preços dos combustíveis provocado pela guerra no Médio Oriente.
“Existem 1.600 postos de abastecimento de combustível na República da
Irlanda, dos quais pouco mais de um terço está sem stock”, disse Kevin
McParlan, CEO da Fuels for Ireland, à emissora nacional RTÉ.
Esta proporção pode chegar aos dois terços até ao final do dia, alertou, caso as autoridades não consigam garantir o acesso à única refinaria de petróleo do país e a dois terminais petrolíferos, que estão a ser bloqueados pelos manifestantes.
Esta proporção pode chegar aos dois terços até ao final do dia, alertou, caso as autoridades não consigam garantir o acesso à única refinaria de petróleo do país e a dois terminais petrolíferos, que estão a ser bloqueados pelos manifestantes.
Várias autoestradas do país continuam também encerradas.
Imagens divulgadas pela polícia irlandesa no sábado mostraram polícias a escoltar camiões-cisterna a sair da Refinaria de Whitegate, no sudeste da Irlanda, indicando que tinham garantido pelo menos algum acesso à refinaria.
O Grupo Nacional de Coordenação de Emergências da Irlanda afirmou na sexta-feira que o abastecimento de combustível aos veículos de emergência “estava sob crescente pressão”, obrigando o corpo de bombeiros a cancelar alguns serviços de emergência não fatais e a suspender as atividades de formação.
Entretanto, dezenas de camiões e tratores estacionados continuaram a bloquear a Rua O'Connell, uma das principais vias do centro de Dublin, no sábado.
Bloqueios separados, realizados por camionistas e agricultores irritados com o aumento dos preços do gasóleo, também interromperam o tráfego em grandes troços das estradas do país, causando cinco dias de transtornos.
McParlan acrescentou que a Irlanda ainda tem "muito" combustível, assim que as rotas de acesso à refinaria e aos terminais forem reabertas, e procurou tranquilizar o público, afirmando que a situação estará "bem resolvida" dentro de dias.