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Líbano não procura o conflito mas não se deixará intimidar pelo Hezbollah
O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, afirmou esta terça-feira que o seu Governo não procura o confronto com o Hezbollah, apoiado pelo Irão, mas que não se deixará intimidar.
Numa conferência de imprensa no Eliseu ao lado do presidente francês, Emmanuel Macron, Salam disse que vai precisar da ajuda de todos os parceiros do Líbano para que as negociações directas a nível dos embaixadores continuem ainda esta semana em Washington.
Numa conferência de imprensa no Eliseu ao lado do presidente francês, Emmanuel Macron, Salam disse que vai precisar da ajuda de todos os parceiros do Líbano para que as negociações directas a nível dos embaixadores continuem ainda esta semana em Washington.
"Estamos a seguir este caminho, convictos de que a diplomacia não é um sinal de fraqueza, mas um ato responsável para não deixar nenhuma via inexplorada na restauração da soberania do meu país e na proteção do seu povo", disse Salam.
O dirigente libanês afirmou também que o país exige a "retirada total" das forças de Israel, que entreram no território durante os combates com a milícia xiita.
Este novo episódio de guerra entre Israel e o Hezbollah provocou a fuga de milhares de pessoas. Nawaf Salam disse esta terça-feira que "o Líbano precisa de 500 milhões de euros para lidar com a crise humanitária".