Líder do movimento xiita libanês Hezbollah clama que ofensiva do Hamas "foi 100 por cento palestiniana"

Líder do movimento xiita libanês Hezbollah clama que ofensiva do Hamas "foi 100 por cento palestiniana"

RTP /

Hassan Nasrallah referiu-se, nos primeiros instantes do discurso, à ofensiva do movimento radical Hamas como "o dilúvio de Al-Aqsa", expressando "condolências e congratulações" às famílias daqueles que morreram entretanto em Gaza e na Cisjordânia ocupada. O ataque do movimento radical palestiniano, prosseguiu o líder do Hezbollah, "estendeu-se a um número de frentes de combate".

“Esta é uma batalha a níveis humano, ético e religioso. É a mais evidente, a mais honesta e a mais nobre. A nossa verdadeira força repousa sobre a nossa firme convicção, inabalável convicção, a noss devoção e compromisso para com a causa", disse.Milhares de pessoas juntaram-se em diferentes regiões libanesas para ouvir a primeira intervenção de Nasrallah desde o reacender do conflito israelo-palestiniano, incluindo na capital, Beirute. O paradeiro do líder do Hezbollah, ou "Partido de Deus", é desconhecido.

Sayyed Hassan Nasrallah argumentou que a ofensiva desencadeada a 7 de outubro pelo Hamas foi "100 por cento palestiniana", procurando assim contrariar as acusações de envolvimento quer do seu movimento, quer do regime iraniano.

"Tinha de ocorrer um grande acontecimento que abalasse a entidade usurpadora e os seus apoiantes em Washington e Londres e foi então que teve lugar a operação abençoada de 7 de outubro. O grande dilúvio de Al-Aqsa foi decidido e implementado 100 por cento palestiniana. Segredo absoluto foi o que garantiu o sucesso da operação cheia de Al-Aqsa. Não ficámos incomodados com o segredo do Hamas sobre o plano de ataque de 7 de outubro", vincou.

O número um do Hezbollah agradeceu a grupos de combatentes do Iémen e do Iraque por integrarem a batalha contra o Estado hebraico.

Nas palavras de Nasrallah, a ofensiva do Hamas "levou a um terramoto" em Israel, com "repercussões estratégicas e existenciais que deixarão os seus efeitos no presente e no futuro".

"O que aconteceu confirma que o Irão não exerce qualquer tutoria sobre as fações de resistência e os verdadeiros decisores são os líderes da resistência", enfatizou Nasrallah.
"Ainda nada comelou e vemos países em todo o mundo a enviarem os seus presidentes, os seus ministros, os seus generais, os seus arsenais, os seus biliões para apoiar esta entidade ilegítima", carregou, alundindo a Israel.

Sem concretizar o que o Hezbollah estará a planear para o futuro imediato, Hassan Nasrallah traça dois objetivos: parar os ataques do Estado hebraico a Gaza e garantir que "o Hamas sai vitorioso desta guerra".

De acordo com Hassan Nasrallah, o Hezbollah entrou na batalha no dia 8 de outubro e a troca de disparos com forças israelitas ao longo da fronteira meridional libanesa "pode parecer modesta, mas é muito importante" e "não tem precedentes desde 1948".Hassan Nasrallah confirmou que morreram, até ao momento, pelo menos 57 combatentes do Hezbollah.


Nasrallah martelou a imagem de um Hezbollah "pronto para todas as possibilidades" e que não se deixa intimidar pelo destacamento de vasos de guerra norte-americanos para a região.
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