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Macron admite suspensão dos acordos UE-Israel se política israelita se mantiver
Emmanuel Macron admitiu, esta terça-feira, que suspender o acordo UE-Israel é uma "questão legítima" se os israelitas não mudarem a sua política.
Ao lado do primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, que foi recebido no Palácio do Eliseu, o presidente de França acrescentou que Israel deve "abandonar as suas ambições territoriais" no Líbano, acrescentando que o Hezbollah, pró-Irão, deve "cessar" os seus ataques em território israelita e ser desarmado "pelos próprios libaneses".
A atual trégua "deve ser prolongada para permitir o início de um processo genuíno de estabilização", disse o presidente francês aos jornalistas
Defendeu ainda um "acordo político entre Israel e o Líbano que garanta a segurança de ambos os países, a integridade territorial do Líbano e estabeleça as bases para a normalização das suas relações".
Emmanuel Macron assegurou ainda que a França está "pronta para manter o seu compromisso no terreno" após a partida da UNIFIL, a missão da ONU, prevista para o final do ano.
Sobre as tréguas Irão-EUA, Macron avisou que "não podemos deixar que a guerra recomece".
Pediu por isso que se "dê tempo" às negociações entre os Estados Unidos e o Irão, apesar do iminente fim do cessar-fogo.
É "essencial" que a trégua, que continua "muito frágil", possa continuar, porque estas questões não serão resolvidas em poucas horas ou dias", declarou o presidente francês.
Pediu por isso que se "dê tempo" às negociações entre os Estados Unidos e o Irão, apesar do iminente fim do cessar-fogo.
É "essencial" que a trégua, que continua "muito frágil", possa continuar, porque estas questões não serão resolvidas em poucas horas ou dias", declarou o presidente francês.