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Ministra do Ambiente sobre combustíveis: "Não é o Governo que decide qual é o valor"

Ministra do Ambiente sobre combustíveis: "Não é o Governo que decide qual é o valor"

RTP /

"Estamos a preparar uma série de cenários, a analisar legislação europeia que existe em relação ao gás e à eletricidade. Em relação ao preço dos combustíveis líquidos, do petróleo, o que há a fazer foi o que foi feito em relação aos descontos do ISP", afirmou a ministra do Ambiente e Energia aos jornalistas.

Em Guimarães, Maria da Graça Carvalho explicou que "quando chega a um aumento de 10 cêntimos é feito um desconto correspondente ao valor do IVA que o Estado arrecada por esse aumento".

"O preço do diesel e da gasolina não é feito pelo Governo. Resulta do mercado internacional", esclareceu ainda. "Não é o Governo que decide qual é o valor. O Governo pode decidir depois na questão dos descontos do ISP".
A ministra do Ambiente e da Energia admitiu ainda que o preço dos combustíveis pode baixar já na próxima semana, se o valor do Brent no mercado internacional baixar até sexta-feira.

Em declarações aos jornalistas em Guimarães, onde assistiu à apresentação da Capital Europeia Verde, ao lado do Presidente da República, Maria da Graça Carvalho lembrou que o preço da gasolina e do gasóleo é fixado em função de várias parcelas, uma delas o valor do Brent.

“Se o valor do Brent descer toda esta semana, esperemos que já terá um impacto positivo de descida na próxima segunda-feira”, referiu, lembrando que os preços são calculados às sextas-feiras, de semana em semana.

Além do Brent, acrescentou, há as taxas e os impostos, os transportes e o armazenamento.

“É desse conjunto que sai o valor na sexta-feira para a próxima semana”, referiu.

Maria da Graça Carvalho referiu que a aposta na energia nuclear será importante para países que têm "menos sol, menos vento e menos hídrica" e, portanto, menor potencial renovável.

"Para a energia nuclear, é preciso um investimento inicial bastante elevado, que, portanto, no nosso caso não faz sentido. Nós temos muito potencial renovável, já o investimos e, portanto, a nossa aposta deverá ser nas renováveis", referiu.

A presidente da Comissão Europeia anunciou esta terça-feira uma garantia de 200 milhões de euros para apoiar investimento privado em tecnologias nucleares inovadoras, visando evitar "as vulnerabilidades" verificadas com a importação de gás e petróleo do Médio Oriente.

"Precisamos de mobilizar investimento e hoje posso anunciar que criaremos uma garantia de 200 milhões de euros para apoiar o investimento privado em tecnologias nucleares inovadoras. Os recursos virão do Sistema de Comércio de Emissões [para] não só reduzirmos o risco dos investimentos nestas tecnologias de baixo carbono, como também queremos enviar um sinal claro para que outros investidores se juntem", declarou Ursula von der Leyen.

Para Maria da Graça Carvalho, a aposta no nuclear faz sentido em países, nomeadamente do centro da Europa, "que têm menos sol, terão menos vento, menos hídrica e, portanto, têm menor potencial renovável".

"E aí resta-lhes o carvão, que já muitos abandonaram porque tem muita poluição, muita emissão de CO2, o gás, que está neste momento num preço muito elevado e muito dependente da Rússia e dos países do Médio Oriente, ou o nuclear, uma tecnologia cara mas limpa do ponto de vista de CO2. Depois do investimento feito, o preço da energia é baixo, mas é preciso um investimento inicial bastante elevado", referiu.

Destacou que Portugal fez uma "grande aposta" nas renováveis, o que lhe confere competitividade e uma boa perfomance em termos de independência energética.
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