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Missão portuguesa é especializada no resgate em estruturas colapsadas
A equipa portuguesa que vai em missão para a Venezuela é especializada na vertente de busca e resgaste em estruturas colapsadas e os 62 elementos têm "muita experiência" em cenários de sismos, segundo a Proteção Civil.
"Apesar de ser um cenário de grande complexidade e difícil, estamos em crer que a força que vamos enviar, pela sua experiência em outros teatros de operações e pela sua capacidade técnica, dá muita confiança no trabalho que vai desenvolver na Venezuela", disse à Lusa o segundo comandante nacional de emergência e proteção civil, José Ribeiro.
A missão portuguesa para ajudar nas buscas e salvamento após os sismos na Venezuela deverá partir ainda hoje, segundo o ministro da Administração Interna.
No entanto, José Ribeiro ressalvou que apenas se sabe que os 62 elementos vão num voo militar disponibilizado pela Força Aérea, mas "ainda sem hora e local de saída".
Fazem parte da missão 27 elementos da GNR, 15 do regimento sapadores bombeiros de Lisboa, 10 elementos do INEM e 11 da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
O segundo comando sublinhou que estes profissionais têm "muita experiência em outros teatros de operações desta tipologia de eventos", tendo já participada em anteriores missões de apoio a países afetados por sismos.
A missão portuguesa está integrada no Mecanismo Europeu de Proteção Civil, apesar de partir de Portugal num voo exclusivo e de alguns países da União Europeia terem já chegado à Venezuela.
"As autoridades da Venezuela solicitaram apoio ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil, pedindo equipas na vertente de busca e resgaste em estruturas colapsadas e Portugal de imediato iniciou a preparação de uma força conjunta", afirmou.
Sobre o cenário que os 62 elementos da equipa portuguesa vão encontrar, José Ribeiro afirmou que será "de catástrofe" e de um país que sofreu em simultâneo dois sismos que "afetaram de uma forma muito severa um conjunto de infraestruturas quer do edificado, mas também tudo o que são as infraestruturas de apoio", nomeadamente das redes de energia, dados e abastecimento de água
De acordo com o segundo comandante da ANEPC, este cenário "é um fator adicional de maior complexidade na gestão da operação".
José Ribeiro manifestou esperança de que a equipa portuguesa possa ainda encontrar sobreviventes, tendo em conta "a experiência e o histórico" em outros países com uma devastação idêntica.
O responsável explicou aquilo que a equipa portuguesa vai fazer no imediato quando chegar à Venezuela: "Fazer a instalação de uma base de operações, um planeamento que já está curso. Falar com as autoridades locais que estão responsáveis pela gestão da operação para receber informação relevante e serem atribuídos locais para trabalhar".
José Ribeiro disse também que os portugueses vão "privilegiar articulação" com as autoridades locais, Mecanismos Europeus de Proteção Civil e Nações Unidas, enquanto no terreno "vão realizar as tarefas habituais de reconhecimento do setor, operações de buscas e localização de sobreviventes".
Avançou ainda que o planeamento feito para a duração da missão portuguesa foi de 10 dias e mais dois de reserva, tendo sido também o que foi feito pelas forças internacionais que estão no terreno.
(Lusa)
A missão portuguesa para ajudar nas buscas e salvamento após os sismos na Venezuela deverá partir ainda hoje, segundo o ministro da Administração Interna.
No entanto, José Ribeiro ressalvou que apenas se sabe que os 62 elementos vão num voo militar disponibilizado pela Força Aérea, mas "ainda sem hora e local de saída".
Fazem parte da missão 27 elementos da GNR, 15 do regimento sapadores bombeiros de Lisboa, 10 elementos do INEM e 11 da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).
O segundo comando sublinhou que estes profissionais têm "muita experiência em outros teatros de operações desta tipologia de eventos", tendo já participada em anteriores missões de apoio a países afetados por sismos.
A missão portuguesa está integrada no Mecanismo Europeu de Proteção Civil, apesar de partir de Portugal num voo exclusivo e de alguns países da União Europeia terem já chegado à Venezuela.
"As autoridades da Venezuela solicitaram apoio ao Mecanismo Europeu de Proteção Civil, pedindo equipas na vertente de busca e resgaste em estruturas colapsadas e Portugal de imediato iniciou a preparação de uma força conjunta", afirmou.
Sobre o cenário que os 62 elementos da equipa portuguesa vão encontrar, José Ribeiro afirmou que será "de catástrofe" e de um país que sofreu em simultâneo dois sismos que "afetaram de uma forma muito severa um conjunto de infraestruturas quer do edificado, mas também tudo o que são as infraestruturas de apoio", nomeadamente das redes de energia, dados e abastecimento de água
De acordo com o segundo comandante da ANEPC, este cenário "é um fator adicional de maior complexidade na gestão da operação".
José Ribeiro manifestou esperança de que a equipa portuguesa possa ainda encontrar sobreviventes, tendo em conta "a experiência e o histórico" em outros países com uma devastação idêntica.
O responsável explicou aquilo que a equipa portuguesa vai fazer no imediato quando chegar à Venezuela: "Fazer a instalação de uma base de operações, um planeamento que já está curso. Falar com as autoridades locais que estão responsáveis pela gestão da operação para receber informação relevante e serem atribuídos locais para trabalhar".
José Ribeiro disse também que os portugueses vão "privilegiar articulação" com as autoridades locais, Mecanismos Europeus de Proteção Civil e Nações Unidas, enquanto no terreno "vão realizar as tarefas habituais de reconhecimento do setor, operações de buscas e localização de sobreviventes".
Avançou ainda que o planeamento feito para a duração da missão portuguesa foi de 10 dias e mais dois de reserva, tendo sido também o que foi feito pelas forças internacionais que estão no terreno.
(Lusa)