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Monjardino apela a mais recursos que garantam soberania nacional
Ainda no seu discurso, que abriu as cerimónias, Miguel Monjardino, especialista em geoestratégia, criticou o facto de Portugal ser "altamente centralizado em Lisboa" e que até ao 25 de Abril continuasse apenas a "olhar para o mar a partir da terra". O açoriano recordou, então, que foi a consagração das autonomias regionais na Constituição de 1976 que permitiu o oposto.
Nenhuma região "pode ficar esquecida", sublinhou, defendendo que se deve "olhar para a terra a partir do mar".
Nenhuma região "pode ficar esquecida", sublinhou, defendendo que se deve "olhar para a terra a partir do mar".
"Precisamos de pessoas e recursos para garantir a soberania nacional no território português, no Atlântico".
Considerando a localização e a situação geoestratégica dos Açores, Miguel Monjardino considerou que há uma "cortina de medo tem vindo a descer sobre Portugal”. O especialista admitiu que "chegou ao fim" o longo ciclo histórico iniciado no final da Segunda Guerra e que se prevê que “o futuro será muito diferente".
"O mundo multilateral" que foi benéfico para Portugal "está a ser substituído por um mundo muito mais hierárquico, fragmentado", que exige "três tipos de respostas".
A primeira diz respeito à capacidade daqueles que usem a "evocação do poder e força para defender interesses e privilégios”, com Monjardino a notar que os “menos fortes podem não ter muitas cartas, mas os mais fortes também não têm todas as cartas e às vezes esquecem-se disso".
"O mundo multilateral" que foi benéfico para Portugal "está a ser substituído por um mundo muito mais hierárquico, fragmentado", que exige "três tipos de respostas".
A primeira diz respeito à capacidade daqueles que usem a "evocação do poder e força para defender interesses e privilégios”, com Monjardino a notar que os “menos fortes podem não ter muitas cartas, mas os mais fortes também não têm todas as cartas e às vezes esquecem-se disso".