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Na sua segunda nota, Aguiar Branco fala de Seguro
Aguiar Branco nega que a democracia esteja "em crise", lembrando a maioria e as circunstâncias que elegeram António José Seguro.
"Ouvimos dizer que a democracia está em crise e, no entanto, cinco milhões 519 mil 808 cidadãos saíram de casa para votar. Uma das maiores participações de sempre. É extraordinário", considerou, "num dia em que o país estava a ser atingido por "temporais sem precedentes e que as sondagens não abriam espaço a grandes surpresas sobre o resultado"..
Algo que lhe permite concluir que "os portugueses acreditam no nosso regime democrático construído ao longo dos últimos 50 ano", "Os cidadãos confiam nesta República que a nossa Constituição protege".
O presidente da Assembleia nega que o país esteja fragmentado, preferindo destacar os consensos políticos, começando pela própria campanha de Seguro.
"Ouvimos dizer que o parlamento está fragmentado e bloqueado e, no entanto, 269 diplomas foram aprovados na generalidade, neste plenário, desde junho do ano passado, com temas diferentes, que vão da mobilidade às finanças públicas - temas diferentes, com diferentes geometrias de aprovação", apontou.
"Quando alguns insistem em subestimar as opções eleitorais dos nossos cidadãos, o que os números e os factos nos dizem é que nunca tanto os portugueses interesados no que fazemos", conclui.
O presidente da Assembleia da República assumiu que a ordem internacional apresenta "novas exigências, conflitos, instabilidade e incerteza", e advogou que a atual configuração parlamentar, "na sua diversidade, não é a causa, mas a consequência das diferenças que existem na sociedade".
"Mas a democracia funciona, a cidadania funciona, o parlamento funciona", defendeu, antes de identificar um ponto em comum em relação ao desejo dos portugueses.
"Elegeram-nos para não deixarmos tudo na mesma", considerou, antes de fazer uma alusão à elevada experiência parlamentar do novo chefe de Estado, António José Seguro, antigo deputado do PS em várias legislaturas.
"Ouvimos as suas intervenções públicas durante a campanha, ouvimos os seus apelos para consensos em áreas estratégicas. No dia em que toma posse deixa definitivamente de representar este ou aquele eleitor, esta ou aquela linha de pensamento. Passa a representar-nos a todos. Sei que o fará com a dignidade e elevação que a função exige", acrescentou.
No final da sua intervenção, deixou uma mensagem ao novo chefe de Estado: Conte, senhor Presidente da República, com a lealdade institucional do parlamento, porque o país conta com as suas instituições".
"E como tantas vezes na nossa História, saberemos todos estar à altura dessa responsabilidade", concluiu.
António José Seguro, antigo secretário-geral do PS, foi eleito Presidente da República na segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, com mais de 3,5 milhões de votos, um número recorde, 66,84% dos votos expressos, contra André Ventura, presidente do Chega.
"Mas a democracia funciona, a cidadania funciona, o parlamento funciona", defendeu, antes de identificar um ponto em comum em relação ao desejo dos portugueses.
"Elegeram-nos para não deixarmos tudo na mesma", considerou, antes de fazer uma alusão à elevada experiência parlamentar do novo chefe de Estado, António José Seguro, antigo deputado do PS em várias legislaturas.
"Ouvimos as suas intervenções públicas durante a campanha, ouvimos os seus apelos para consensos em áreas estratégicas. No dia em que toma posse deixa definitivamente de representar este ou aquele eleitor, esta ou aquela linha de pensamento. Passa a representar-nos a todos. Sei que o fará com a dignidade e elevação que a função exige", acrescentou.
No final da sua intervenção, deixou uma mensagem ao novo chefe de Estado: Conte, senhor Presidente da República, com a lealdade institucional do parlamento, porque o país conta com as suas instituições".
"E como tantas vezes na nossa História, saberemos todos estar à altura dessa responsabilidade", concluiu.
António José Seguro, antigo secretário-geral do PS, foi eleito Presidente da República na segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, com mais de 3,5 milhões de votos, um número recorde, 66,84% dos votos expressos, contra André Ventura, presidente do Chega.