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Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Negociações deixam de estar na agenda da diplomacia iraniana

Negociações deixam de estar na agenda da diplomacia iraniana

RTP /

  • Depois de o presidente norte-americano ter agitado a ideia de que a ofensiva contra o Irão estaria "praticamente concluída", o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros veio deixar claro que as Forças Armadas do país estão preparadas para prosseguir a retaliação durante o tempo que for necessário;


  • O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, assinalou também que a via das negociações com os Estados Unidos não está, nesta fase, na agenda do regime;


  • Donald Trump descreveu a guerra como “uma excursão de curto prazo”, numa aparente inversão do discurso. Anteriormente, o presidente dos Estados Unidos havia acenado com a perspetiva de várias semanas de conflito. “Já ganhámos de muitas formas, mas não ganhámos o suficiente”, ressalvou;


  • Na perspetiva da Administração Trump, a ofensiva só terminará quando Teerão deixar de dispor da capacidade em armamento para atacar alvos norte-americanos, israelita ou de aliados;


  • Donald Trump escusou-se a esclarecer se o novo líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, é agora um alvo a abater, dizendo-se, por agora, “desapontado” com a escolha;


  • Depois das declarações do presidente dos Estados Unidos, os preços do petróleo dispararam em 20 por cento, estabelecendo um máximo de quatro anos, regressando em seguida à fasquia dos 90 dólares por barril. Face à volatilidade do mercado, Teerão recorreu à ironia para reprovar a ofensiva de que é alvo, chamando-lhe “operação erro épico”;


  • A Guarda Revolucionária do Irão garante que Teerão não vai permitir que “um litro de petróleo” seja exportado a partir da região enquanto a ofensiva israelita e norte-americana prosseguir. A Casa Branca garante que haverá ataques redobrados caso o fluxo de petróleo através do Estreito de Hormuz seja interrompido;


  • O barril de Brent, referência para Portugal, sofreu na segunda-feira a maior valorização de sempre num só dia. Aumentou 34 por cento, para mais de 119 dólares. Ao longo da tarde, o preço aliviou, mas manteve-se muito próximo dos 100 dólares por barril;


  • O gás natural registou também uma forte valorização, de quase 37 por cento. Em termos acumulados, o preço está agora 90 por cento acima dos valores registados antes do ataque ao Irão;


  • Entretanto, Israel desencadeou, já esta terça-feira, uma segunda vaga de bombardeamentos sobre o Irão, oficialmente direcionados a “alvos terroristas” na capital, Teerão;


  • Em simultâneo, as Forças de Defesa de Israel mantêm a ofensiva contra o Hezbollah, no sul do Líbano. Estes ataques já mataram, desde 2 de março, pelo menos 486 pessoas, incluindo 83 crianças, segundo as autoridades libanesas;


  • Novos ataques com mísseis e drones do Irão visaram, nas últimas horas, Israel, bases dos Estados Unidos no Médio Oriente e infraestruturas energéticas no Golfo;


  • A Síria denunciou o lançamento de artilharia pelo Hezbollah a partir do Líbano em direção ao território sírio, no meio do conflito entre Israel e o movimento xiita libanês apoiado pelo Irão;


  • Caças britânicos Typhoon intercetaram drones que se dirigiam à Jordânia e ao Bahrein, de acordo como Ministério da Defesa do Reino Unido. A Turquia indicou que as defesas da NATO abateram um míssil balístico no seu espaço aéreo, no segundo incidente do género no espaço de uma semana;


  • A Austrália concedeu asilo a cinco jogadoras da seleção feminina de futebol do Irão, consideradas como traidoras no seu país após se recusarem a cantar o hino iraniano antes de um jogo;


  • Uma centena de portugueses estão na Tailândia sem saber quando e como vão regressar a Portugal. Os voos, com escala no Catar ou em Abu Dhabi, foram cancelados por causa da guerra;


  • Na segunda-feira, chegaram a Lisboa 61 passageiros num voo militar - 54 eram portugueses provenientes de Catar e Arábia Saudita. O Governo não está a planear mais voos de repatriamento, pelo menos para já. A decisão prende-se com o facto de os aeroportos já estarem a realizar alguns voos comerciais.
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