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Novas críticas a Trump. Papa insiste que Deus não está do lado "dos prepotentes"
Um dia depois das trocas de críticas com Donald Trump, Papa insistiu que Deus, dilacerado pelas guerras, não está do lado dos prepotentes. Declaração interpretada como uma nova crítica ao presidente norte-americano e à guerra contra o Irão.
Leão XIV voltou a criticar os "prepotentes do mundo que decidem as guerras" no segundo dia da visita à Argélia.
Depois da resposta de segunda-feira a Trump, na qual afirmou não temer um chefe de Estado que o qualificou como fraco e péssimo em política externa, o líder da Igreja Católica reiterou que "o coração de Deus está dilacerado pelas guerras, pela violência, pela injustiça e pela mentira".
"Mas o coração do nosso Pai não está com os ímpios, com os prepotentes, com os soberbos: o coração de Deus está com os humildes e os simples, e com eles faz avançar o seu Reino de amor e de paz, dia após dia", afirmou, elogiando o trabalho desenvolvido no Lar de Idosos gerido pelas Irmãzinhas dos Pobres em Annaba.
Entretanto numa mensagem enviada aos participantes na Assembleia Plenária da Academia Pontifícia das Ciências Sociais sobre o uso do poder a nível global, Leão XIV defendeu que o conceito de poder legítimo encontra uma das expressões mais elevadas na democracia autêntica.
"Longe de ser um mero procedimento, a democracia reconhece a dignidade de cada pessoa", mas só é se mantém sólida quando assenta na lei moral e numa verdadeira visão da pessoa humana.
Leão XIV voltou a criticar os "prepotentes do mundo que decidem as guerras" no segundo dia da visita à Argélia.
Depois da resposta de segunda-feira a Trump, na qual afirmou não temer um chefe de Estado que o qualificou como fraco e péssimo em política externa, o líder da Igreja Católica reiterou que "o coração de Deus está dilacerado pelas guerras, pela violência, pela injustiça e pela mentira".
"Mas o coração do nosso Pai não está com os ímpios, com os prepotentes, com os soberbos: o coração de Deus está com os humildes e os simples, e com eles faz avançar o seu Reino de amor e de paz, dia após dia", afirmou, elogiando o trabalho desenvolvido no Lar de Idosos gerido pelas Irmãzinhas dos Pobres em Annaba.
Entretanto numa mensagem enviada aos participantes na Assembleia Plenária da Academia Pontifícia das Ciências Sociais sobre o uso do poder a nível global, Leão XIV defendeu que o conceito de poder legítimo encontra uma das expressões mais elevadas na democracia autêntica.
"Longe de ser um mero procedimento, a democracia reconhece a dignidade de cada pessoa", mas só é se mantém sólida quando assenta na lei moral e numa verdadeira visão da pessoa humana.
"Sem esse fundamento, corre o risco de se transformar numa tirania da maioria ou numa máscara para a dominação das elites económicas e tecnológicas", sustentou.
C/Lusa