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Oitava execução ligada aos protestos de janeiro no Irão

Oitava execução ligada aos protestos de janeiro no Irão

RTP /

IAs autoridades iranianas anunciaram esta terça-feira a execução de um homem condenado por tentar incendiar uma mesquita em Teerão durante os protestos de janeiro e por colaborar com Israel e os Estados Unidos.

Segundo a ONG Iran Human Rights (IHR), este é o oitavo homem executado em ligação com estas manifestações antigovernamentais, após julgamentos sumários.

"Amir Ali Mirjafari (...), um dos elementos armados que colaboraram com o inimigo, tentou incendiar a Grande Mesquita de Gholhak (um distrito de Teerão) e dirigiu as actividades anti-segurança do Mossad (serviço de informações israelita) na zona, foi enforcado esta manhã", anunciou o site Mizan Online, porta-voz do poder judicial.

Especificou que a sentença de morte, confirmada pelo Supremo Tribunal, se baseou no facto de ter agido em nome do "regime sionista, do governo americano (...) e de grupos hostis à segurança do país".

Segundo Mizan, estas ações ocorreram durante o amplo movimento de protesto que começou no final de dezembro em resposta ao aumento do custo de vida e que se transformou em manifestações antigovernamentais, culminando nos dias 8 e 9 de janeiro.

"A República Islâmica continua a retratar a agitação civil interna como espionagem para acelerar a execução de manifestantes", reagiu a IHR, organização sediada na Noruega.

A ONG indicou que a data da detenção de Mirjafari era desconhecida.

A IHR alertou para um possível aumento das execuções, "com centenas de manifestantes a enfrentarem atualmente acusações que podem resultar em pena de morte e pelo menos 30 já tendo sido condenados à morte".
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