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Onda de detenções na comunidade xiita do Bahrein ligada à guerra
No Bahrein, alvo de ataques aéreos iranianos desde o início da guerra, alguns residentes manifestaram simpatia pelo Irão e chegaram mesmo a celebrar os ataques contra alvos norte-americanos, o que levou a detenções, sobretudo entre xiitas, segundo as ONG.
Desde 28 de Fevereiro, primeiro dia do conflito no Médio Oriente, as autoridades detiveram cerca de 200 pessoas, segundo o Instituto Bahrein para os Direitos e a Democracia (BIRD), uma ONG sediada no Reino Unido, e o Centro Al Amal para os Direitos Humanos e a Justiça, por vezes sob acusações de espionagem ou simplesmente por participarem num protesto.
O pequeno reino do Golfo é governado por uma dinastia sunita e, tal
como o Irão, alberga uma grande comunidade xiita que há muito se sente
marginalizada.
Desde 28 de Fevereiro, primeiro dia do conflito no Médio Oriente, as autoridades detiveram cerca de 200 pessoas, segundo o Instituto Bahrein para os Direitos e a Democracia (BIRD), uma ONG sediada no Reino Unido, e o Centro Al Amal para os Direitos Humanos e a Justiça, por vezes sob acusações de espionagem ou simplesmente por participarem num protesto.
"Há um profundo ressentimento, medo e terror no Bahrein, particularmente entre os xiitas", afirma Naji Fateel, um defensor dos direitos humanos bahreinita cujo filho foi detido em Fevereiro. Acredita que "as medidas arbitrárias visam apenas uma comunidade".